Se detetar um erro… Sabe se pode cancelar uma

Afinal, se detetar um erro numa transferência bancária pode ou não cancelá-la? A resposta é: depende. Seja como for, o primeiro passo é mesmo entrar em contacto com a instituição bancária. “Se detetar um erro na transferência bancária que efetuou (valor, destinatário, etc.), contacte imediatamente o serviço de apoio ao cliente do seu banco. O tempo é um fator importante nesta situação”, explica a DECO PROteste. Depois, “se o dinheiro ainda não tiver sido recebido pelo destinatário, é possível cancelar a transferência bancária”, mas “caso o dinheiro já tenha chegado ao destino, passa a ser um pedido de devolução, sujeito à autorização do destinatário”. E se o destinatário não aceitar devolver o dinheiro? Neste caso, se o destinatário recusar a devolução, “resta-lhe tentar reaver o dinheiro em tribunal”, explica a organização de defesa do consumidor. “Dica: geralmente, os bancos cobram um valor por estes serviços, que poderá oscilar entre 15 e 75 euros, dependendo do tipo de transferência e do estado da mesma à data do pedido. Consulte o preçário do seu banco”, aconselha ainda a DECO PROteste. Também deve saber que a “funcionalidade de confirmação do beneficiário nas operações realizadas no homebanking ou na app do banco permite visualizar o nome do primeiro titular da conta de destino”, por isso, “tenha o cuidado de confirmar os dados do destinatário, e os valores a transferir, antes de concluir a operação, para evitar erros difíceis de solucionar”. Com n.º de telemóvel ou NIF: Já conhece estas transferências bancárias? Já ouviu falar do SPIN? Trata-se de um serviço criado pelo Banco de Portugal (BdP) que permite efetuar transferências bancárias através do número de telemóvel associado à conta do beneficiário, em vez do IBAN, explica a DECO PROteste. “A solução está disponível para particulares e empresas, e não exige a instalação de aplicações. Todas as instituições bancárias têm de disponibilizar esta solução aos seus clientes”, esclarece a organização de defesa do consumidor. Na prática, o SPIN “é uma funcionalidade disponibilizada pelo Banco de Portugal que, permite fazer transferências bancárias usando apenas o contacto ou o número de identificação fiscal (NIF) do beneficiário ou o número de identificação de pessoa coletiva (NIPC), quando se tratar de uma empresa. Semelhante ao MB Way, para utilizar este serviço, os utilizadores não são obrigados a instalar uma app no telemóvel”. Há um serviço que permite fazer transferências bancárias utilizando apenas o número de telemóvel ou o NIF, em vez do IBAN. Explicamos como funciona neste artigo – esclareça aqui todas as dúvidas. Notícias ao Minuto | 09:33 – 05/11/2025 Como funciona o SPIN? De acordo com a DECO PROteste, “quando abrir a aplicação de homebanking do seu banco, para realizar uma transferência bancária, além do IBAN, passará a ver a opção de usar um número de telemóvel, o NIF ou NIPC”. “Para transferir dinheiro usando apenas o número de telemóvel do destinatário, terá de introduzir o número de telemóvel da pessoa para quem pretende efetuar a transferência ou de consultar a sua lista de contactos”, pode ler-se no site da organização de defesa do consumidor. Leia Também: Com n.º de telemóvel ou NIF: Já conhece estas transferências bancárias?



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