Governo Quer Reforçar Diplomacia Económica Com China Através
advertisemen tO Presidente da República, Daniel Chapo, nomeou Manuel José Gonçalves como novo embaixador de Moçambique na China. A decisão surge como estratégia de reforço da diplomacia económica entre os dois países, conforme avança um comunicado citado numa publicação da Lusa. “Manuel José Gonçalves deixa o cargo de Conselheiro do Presidente da República para os Assuntos Diplomáticos e passa a exercer funções como Embaixador de Moçambique na China”, esclarece o documento elaborado pela Presidência da República. A exoneração e a nova nomeação foram formalizadas segunda-feira, 26 de Janeiro, por despachos presidenciais, ao abrigo das competências constitucionais e do Estatuto Orgânico da Presidência da República, acrescentando que, em termos de perfil, Gonçalves é diplomata de carreira e já desempenhou funções como vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação. “Pretendemos, assim, reforçar a estratégia do Governo virada para a diplomacia económica, visando consolidar e promover parcerias bilaterais consideradas importantes, e incrementar os investimentos alinhados com os interesses actuais do País, com destaque para a industrialização com base nas matérias-primas moçambicanas”, conclui a nota. No ano passado, o embaixador da China em Moçambique, Wang Hejun, anunciou que os investimentos chineses no País ascendiam a 9,5 mil milhões de dólares, fruto de uma cooperação bilateral que se tem vindo a consolidar nos últimos anos. Falando à imprensa à saída de uma audiência com o Presidente da República, Daniel Chapo, que marcou o fim do seu mandato diplomático iniciado em 2020, Wang destacou projectos emblemáticos que testemunham a solidez da parceria entre os dois países. Entre eles, referiu a construção da ponte Maputo-Katembe e os edifícios da Presidência da República e do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, entre outras infra-estruturas de grande vulto. “A cooperação entre a China e Moçambique tem registado resultados concretos e visíveis. Estamos dispostos a reforçar ainda mais essa relação, especialmente nos sectores da agricultura, indústria e infra-estruturas”, declarou o diplomata. Ao fazer o balanço da sua missão, Wang enalteceu as potencialidades de Moçambique, destacando a sua localização estratégica, a abundância de terras aráveis, a riqueza mineral e as vastas reservas de gás natural, factores que, segundo afirmou, colocam o País entre os mais promissores do continente africano. Em Setembro de 2024, Moçambique e China rubricaram um acordo que permite a exportação de novos produtos agrícolas moçambicanos sem taxas alfandegárias. A assinatura do acordo ocorreu em Beijing, durante a visita de Nyusi, à China. Este novo entendimento permitiu que o País acrescentasse três novos produtos à lista de 400 itens já isentos de taxas para exportação para o mercado chinês. Os novos produtos contemplados pelo acordo foram a macadâmia, o feijão-bóer e a castanha de caju, que passaram a ser exportados para a China sem a aplicação de tarifas, reforçando as oportunidades para os produtores agrícolas moçambicanos. O acordo, com uma validade de três anos e renovação automática, inseriu-se nos esforços para aumentar a cooperação comercial entre os dois países e estimular o crescimento económico através da expansão do acesso de produtos moçambicanos ao mercado chinês. A inclusão de novos produtos agrícolas visa fortalecer o sector agrícola nacional e promover a diversificação das exportações de Moçambique.advertisement



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