Mau tempo: Reconstrução exige “avaliação rigorosa” do

Numa declaração escrita, o presidente da AICCOPN – Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, Manuel Reis Campos, afirmou hoje que os constrangimentos do setor, ao nível da escassez de mão-de-obra e da taxa de ocupação das empresas, exigem “uma resposta estruturada, coordenada e realista, envolvendo o Estado, as autarquias, as empresas e a indústria dos materiais de construção”. O Governo e as autarquias “são, nesta fase, quem deve liderar e coordenar a resposta pública”, adianta o mesmo responsável. Antecipando “um aumento muito relevante das necessidades de obras de construção, reconstrução e reparação”, o presidente da AICCOPN avisou que “uma pressão súbita e concentrada da procura poderá gerar tensões ao nível do fornecimento de materiais, com impactos nos prazos de execução e nos preços, sobretudo se não houver planeamento, faseamento e articulação adequados”. Na nota escrita, acrescentou que “o setor da construção está, naturalmente, disponível para dar resposta a essas solicitações e para colaborar ativamente na reposição da normalidade”. A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vítima mortal no concelho. Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal. Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos. O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar. Leia Também: Governo reconhece dimensão “brutal” dos prejuízos e admite apoio europeu



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