Bolsas europeias em baixa e petróleo está a afundar: Porquê?

Cerca das 09:15 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 0,22% para 609,58 pontos. As bolsas de Londres e Paris desciam 0,22% e 0,18%, enquanto a de Milão se desvalorizava 0,07%. As bolsas de Frankfurt e Madrid invertiam a tendência da abertura e subiam 0,05% e 0,26%, respetivamente. A bolsa de Lisboa mantinha a tendência da abertura e negociava em terreno negativo, com o principal índice, o PSI, a ceder 0,23% para 8.641,8874 pontos, depois de ter subido em 28 de janeiro para um novo máximo desde o início de 2010, de 8.663,41 pontos. Depois de a OPEP+ ter confirmado que manterá o nível da oferta no próximo mês, as bolsas europeias respondem em baixa à nova ameaça de Trump de atacar o Irão se a República Islâmica não concordar em fechar um acordo nuclear que a impeça de desenvolver armamento atómico. A ameaça implicou uma nova queda dos metais preciosos a esta hora, de modo que o ouro cede 3,22% e o preço da onça está em 4.636,38 dólares, longe dos máximos alcançados em 29 de janeiro, quando atingiu 5.335,09 dólares, enquanto a prata cai 3,62% para 75,90 dólares, depois de também ter chegado ao máximo histórico de 117,1580 dólares em 26 de janeiro. Por sua vez, no mercado de matérias-primas, o Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em abril, cede 4,93% para 65,89 dólares, contra 69,32 dólares na sessão anterior, enquanto o West Texas Intermediate (WIT), referência nos EUA, recua 5,20% para 61,84 dólares. Na semana que hoje se inicia, destaca-se a primeira reunião do Banco Central Europeu (BCE) deste ano, na qual se espera, na quinta-feira, que mantenha as taxas de juro diretoras no nível atual de 2%, depois de, na semana passada, a Reserva Federal dos EUA (Fed) também as ter mantido, embora neste caso entre 3,50% e 3,75%. Também se destaca a decisão sobre as taxas de juros que o Banco da Inglaterra (BoE) tomará nesse mesmo dia, que previsivelmente também manterá as taxas diretoras, neste caso em 3,75%. Antes disso, prevê-se que o Banco Central da Austrália suba as taxas de juro na terça-feira. Na Ásia, o principal índice da Bolsa de Tóquio, o Nikkei, caiu hoje 1,25%, pressionado pelas empresas de tecnologia após o recuo das homólogas norte-americanas na semana passada, o índice de referência da Bolsa de Xangai caiu 2,48%, o da de Shenzhen perdeu 2,69% e o Hang Seng de Hong Kong cedia 2,44% quando faltava pouco para o final da sessão. Por sua vez, a Bolsa de Nova York, que já fechou na sexta-feira em baixa, acentua as perdas com os futuros a apontarem para quedas de 1,11% para o Nasdaq e de 0,70% para o Dow Jones Industrial. Na sexta-feira mista, o Dow Jones terminou a descer 0,37% para 48.892,47 pontos, depois de ter subido até 49.590,20 pontos em 12 de janeiro, um novo máximo desde que foi criado em 1896. O Nasdaq, índice de cotadas de alta tecnologia, fechou a cair 0,94% para 23.461,82 pontos, contra o novo máximo de sempre, de 23.958,47 pontos, verificado em 29 de outubro. No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha avançavam para 2,849%, contra 2,842% na sexta-feira. A bitcoin estava a subir 0,35% para 76.635,6 dólares. O euro avançava para 1,1857 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1851 dólares na sexta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021. Leia Também: “Novo máximo histórico”: Preços das casas entram em 2026 a subir



Publicar comentário