China Disponibiliza Bens e Produtos Avaliados em 5,9 Milhões

China Disponibiliza Bens e Produtos Avaliados em 5,9 Milhões

advertisemen tA ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas, informou que o Governo da China doou nesta quarta-feira, 4 Fevereiro, bens e produtos avaliados em 5,9 milhões de meticais, para ajudar na assistência às vítimas das cheias que assolaram a região sul do País, no passado mês de Janeiro. Citada pela Lusa, a governante esclareceu que a ajuda vai trazer “esperança e luz” para os afectados, acrescentando que os donativos resultam de um apelo feito à Embaixada da China. “A lista de produtos e bens entregues inclui ‘kits’ de higiene, arroz, óleo, água mineral, farinha de milho e produtos contra mosquitos embalados em caixas”. “Recebemos mais uma boa notícia por parte da embaixadora Zheng Xuan, de que mais assistência proveniente do país asiático está a caminho de Moçambique”, disse, tendo revelado ainda que no mesmo âmbito, as autoridades moçambicanas também receberam mais de 500 mil meticais do Governo de Bangladesh. Dados actualizados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) indicam que, desde o início da época chuvosa, em Outubro, foram afectadas 844 mil pessoas em todo o País, com registo de 153 mortos e 254 feridos. Face à gravidade da situação, o Governo declarou o alerta vermelho nacional no dia 16 de Janeiro, sendo que actualmente, estão activos 77 centros de acomodação, acolhendo 76 251 pessoas deslocadas. Desde 7 de Janeiro, foram ainda danificadas 229 unidades sanitárias, 316 escolas e cinco pontes. No sector agrícola, as cheias afectaram 440 842 hectares de cultivo, dos quais 275 405 foram dados como perdidos, atingindo 314 780 agricultores. Estima-se também a morte de 408 115 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves. Recentemente, o Governo previu a necessidade de, pelo menos, 644 milhões de dólares para reparar os danos provocados pelas chuvas intensas registadas nos últimos 20 dias, que resultaram em cheias e inundações em várias regiões do País, com maior incidência nas zonas Centro e Sul. Entre os principais prejuízos, destacam-se os danos em cerca de três quilómetros da Estrada Nacional Número 1 (N1), a principal via rodoviária que liga Moçambique de norte a sul, situação que agravou as dificuldades de circulação de pessoas e de escoamento de bens essenciais. No total, estima-se que cerca de 1200 quilómetros de linhas de média tensão tenham sido afectados ou submersos, bem como cerca de 900 quilómetros de linhas de baixa tensão, além de 94 postos de transformação. Apesar da dimensão dos danos, os prejuízos mantêm-se estimados em cerca de 4,9 milhões de dólares. No final do ano passado, o Executivo aprovou o plano de contingência nacional para a época chuvosa 2025-26 avaliado em 14 mil milhões de meticais. No entanto, admitiu dispor apenas de 6 mil milhões de meticais da verba necessária. Moçambique está em plena época chuvosa, um período que tem sido marcado por alertas de chuvas e ventos fortes, principalmente nas zonas Centro e Sul do País, com as autoridades a activarem acções de antecipação às cheias e inundações naquelas regiões. O País é considerado um dos mais severamente atingidos pelas alterações climáticas, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais. Nas últimas chuvas, entre 2024-25, Moçambique foi atingido pelos ciclones Chido, Dikeledi e Jude que causaram a morte de pelo menos 313 pessoas, feriram 1255 e afectaram mais de 1,8 milhão. Os eventos extremos provocaram pelo menos 1016 mortos em Moçambique entre 2019 e 2023, afectando cerca de 4,9 milhões de pessoas, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.advertisement

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