Governo e Parceiros Retomam Vacinação Preventiva Contra a

Governo e Parceiros Retomam Vacinação Preventiva Contra a

advertisemen tMoçambique tornou-se o primeiro país do mundo a retomar a vacinação preventiva contra a cólera, após a suspensão desta estratégia em 2022 devido ao aumento global de casos e à escassez de vacinas, anunciou esta quarta-feira, 4 de Janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a organização, a retoma da vacinação ocorre num contexto particularmente crítico, marcado por um surto activo de cólera e pelas cheias que já afectaram mais de 700 mil pessoas em várias regiões do País, muitas das quais se encontram desalojadas. As inundações danificaram infra-estruturas essenciais, interromperam serviços de saúde e comprometeram os sistemas de abastecimento de água, elevando o risco de propagação de doenças transmitidas pela água. De acordo com a OMS, depois de Moçambique, a vacinação preventiva será igualmente retomada no Bangladesh e na República Democrática do Congo, países seleccionados com base nos critérios definidos pela Força-Tarefa Global para o Controlo da Cólera, uma parceria que integra mais de 50 organizações internacionais. Informações da Gavi, da UNICEF e da OMS indicam que uma primeira remessa de 20 milhões de doses de vacina oral contra a cólera está a ser distribuída pelos três países, cabendo a Moçambique 3,6 milhões de doses. “A escassez global de vacinas obrigou-nos a reagir aos surtos, em vez de os prevenir. Estamos agora numa posição mais forte para quebrar este ciclo”, afirmou o director-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. O fornecimento global anual da vacina oral contra a cólera duplicou nos últimos anos, passando de 35 milhões de doses em 2022 para quase 70 milhões em 2025, com financiamento da Gavi e aquisição e distribuição asseguradas pela UNICEF. Para a administradora da Gavi, Sania Nishtar, o aumento sustentado dos casos de cólera demonstrou que “o fornecimento acessível e sustentável de vacinas é um bem público global”. A directora-executiva da UNICEF, Catherine Russell, sublinhou que a retoma da vacinação preventiva permitirá proteger melhor as populações mais vulneráveis. “Esta medida vai proteger as crianças e ajudar a conter uma doença altamente contagiosa, mas deve ser acompanhada por melhorias no acesso à água potável e ao saneamento básico”, disse. A vacina oral contra a cólera é considerada segura e eficaz, estando recomendada para pessoas com mais de um ano de idade. Uma dose confere protecção de curto prazo, por pelo menos seis meses, enquanto duas doses garantem protecção até três anos. A cólera é transmitida através de água ou alimentos contaminados e provoca diarreia grave e desidratação, podendo ser fatal se não houver tratamento atempado.advertisement

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