Portugal, Bélgica, Suécia e França Entregam 93 Toneladas de
advertisemen tPortugal, Bélgica, Suécia e França formalizaram, esta segunda-feira, 9 de Fevereiro, em Maputo, a entrega conjunta de apoio humanitário a Moçambique, no quadro de uma resposta coordenada da União Europeia às cheias que, desde Janeiro, já provocaram 27 mortos e afectaram mais de 720 mil pessoas no País, segundo dados oficiais, citados pela Lusa. O embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, afirmou que o gesto demonstra o compromisso contínuo do seu País com as populações afectadas. “Nunca deixaremos de apoiar Moçambique nas horas boas, mas também nas horas más, que é quando este apoio é mais necessário”, declarou, sublinhando que Portugal mobilizou 21 toneladas de bens, apesar de também enfrentar cheias no seu território. Por sua vez, o embaixador da França em Moçambique, Yann Pradeau, considerou que o apoio europeu pode “fazer a diferença na vida das comunidades mais vulneráveis”, revelando que a França entregou 10 toneladas de material de emergência e que “a Cruz Vermelha Francesa está a organizar uma outra importante expedição de ajuda humanitária para Moçambique”. A Suécia contribuiu com tendas e mantas para cerca de 1400 pessoas, num gesto que, segundo o respectivo embaixador, traduz “uma forte solidariedade” para com as comunidades afectadas. Já a Bélgica disponibilizou igualmente 10 toneladas de ajuda, defendendo uma resposta “coordenada, solidária e rápida” face à dimensão da crise. No total, foram mobilizadas 93 toneladas de bens pelos Estados-membros da União Europeia. “É um exemplo concreto de uma abordagem coordenada da equipa Europa no apoio a Moçambique”, afirmou Paul Jansen, reforçando a ideia de parceria de longa data com o País. A secretária de estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação destacou que o apoio internacional começou a chegar logo após o apelo lançado pelo Governo. “Estamos a ter continuamente estes apoios na medida em que vão sendo identificados os aspectos cruciais que têm de ser atendidos de acordo com as necessidades no terreno”, afirmou Maria Manso. Dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres indicam ainda que as cheias de Janeiro provocaram 147 feridos e nove desaparecidos, além de danos significativos em habitações, escolas, unidades sanitárias, pontes e estradas. Desde o início da época chuvosa, em Outubro, o total acumulado ascende a 201 mortos e mais de 852 mil afectados em todo o País, agravando os desafios do Estado e do Governo na resposta às emergências climáticas.advertisement



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