Ministra assegura: “Grandes barragens estão em boas

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, assegurou, esta terça-feira, no Cartaxo, que as grandes barragens estão em boas condições, no seguimento de uma vistoria que foi já feita. “Em 25 de novembro fiz um despacho para o grupo de segurança fazer uma vistoria completa a todas as nossas barragens. Isso está a ser feito, felizmente os resultados que temos é que as grandes barragens estão em boas condições, mas agora também temos de ver as mais pequenas (…) algumas precisam de ser verificadas”, disse a ministra do Ambiente, em declarações aos jornalistas na RTP Notícias. A ministra assegurou ainda que as “manutenções têm sido feitas, os diques até agora resistiram”, mas sublinhou que “é preciso obras que deem estrutura para próximos embates, que vamos ter mais”. “Esta intempérie tão longa foi algo inédito, é muito difícil as infraestruturas resistirem”, ressalvou. Pinto Luz anunciou auditoria a todas as infraestruturas O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, anunciou na segunda-feira que mandatou o LNEC para efetuar “uma grande auditoria a todas as obras de arte e infraestruturas críticas” na sequência das tempestades que têm afetado o território nacional. No final de uma reunião com as várias entidades do setor das infraestruturas, Miguel Pinto Luz disse que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) foi o organismo mandatado para liderar essa auditoria porque as grandes infraestruturas, como “grandes taludes e pontes”, não podem “estar em causa em situações limite” como aquelas que têm sido vividas no país. O ministro das Infraestruturas disse ainda que a auditoria às infraestruturas será feita “nos próximos meses, nos próximos anos”. “Temos de garantir que o legado nas obras públicas é resistente, tem condições de segurança e é fiável para os portugueses que o utilizam todos os dias”, acrescentou, numa alusão ao colapso da Ponte de Entre os Rio, em março de 2001, na sequência de chuvas intensas e do aumento do caudal do rio Douro. Miguel Pinto Luz disse que a Infraestruturas de Portugal (IP) é a entidade que está a liderar a reconstrução das regiões afetadas pelo mau tempo, em conjunto com os municípios. O Governo aprovou um reforço de 400 milhões de euros para a reconstrução de infraestruturas pela IP, no âmbito do pacote de apoios às regiões afetadas, que o ministro da tutela disse hoje já estar disponível. “Temos dezenas e dezenas de estradas nacionais que estão fechadas, às quais se somam centenas de estradas municipais”, sublinhou o governante. “O que a IP está a fazer com os municípios é a procurar alternativas”, segundo afirmou. Pinto Luz disse ainda que “não se pode esperar meses” para garantir a mobilidade nas áreas afetadas. “Há uma preocupação do Governo de atuar através da IP, através do LNEC, do IMT, mas também de ajudar os municípios no esforço de reconstrução das infraestruturas municipais”, concluiu. O ministro das Infraestruturas reuniu-se hoje com as entidades tuteladas para acompanhar e monitorizar os efeitos das tempestades, designadamente com a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), Infraestruturas de Portugal (IP), CP — Comboios de Portugal, Metropolitano de Lisboa, Metro do Porto, Metro do Mondego, Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana, Construção Pública, e Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC). Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros. Leia Também: Após tempestades, ministro anuncia “grande auditoria” às infraestruturas



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