Suspensos trens de longo curso entre Porto e Lisboa

Linha do Norte reaberta para comboios de longo curso entre

Na quinta-feira, às 20h, a CP havia informado que previa retomar parcialmente hoje oito trens de longo curso, quatro por sentido, entre Porto e Lisboa, com uso de material rodante diferente do habitual e transbordo rodoviário entre Coimbra B e Pombal. “Devido ao agravamento do estado do tempo, com risco de cheias na região de Coimbra, por questões de segurança, foram suspensos, sem previsão de retoma, os serviços de longo curso, na Linha do Norte, no eixo Porto-Lisboa”, informou a CP às 23h30 na rede social Facebook. Por causa do mau tempo, a circulação ferroviária está suspensa na Linha do Sul entre Luzianes e Amoreiras, na Linha do Alentejo, entre Pegões e Bombel, na Linha e na Linha da Beira Baixa entre Abrantes e Ródão, na Linha do Douro, entre Régua e Pocinho, Linha do Oeste e Urbanos de Coimbra. Na Linha de Cascais, os trens circulam com alterações nos horários. A CP continua a prever para hoje a realização do Trem Internacional Celta, podendo “ser usado material rodante diferente do habitual e sendo que o percurso Valença – Vigo – Valença será feito com recurso a transbordo rodoviário”. Portugal continental está sendo atravessado por “um sistema frontal associado a uma região depressionária centrada ao norte da Península Ibérica (depressão Oriana), segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). Esta depressão não afeta Portugal continental diretamente uma vez que o seu desenvolvimento já se fará em território espanhol”, mas traz períodos de períodos de chuva, por vezes forte, e vento com rajadas até 80 quilómetros por hora, e agitação marítima. Dezesseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fechamento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e enchentes são as principais consequências materiais do temporal. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O governo prorrogou a situação de calamidade até o dia 15 para 68 municípios e anunciou medidas de apoio de até R$ 2,5 bilhões. (Notícia atualizada às 06h38) Leia Também: Defesa Civil registrou 678 ocorrências principalmente em Cuiabá

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