Apoios à internacionalização do calçado chegam “nas próximas

Os apoios referentes a 2026 e 2027 estão “em vias de aprovação”, acrescentou Paulo Gonçalves. “Finalmente há um quadro de estabilidade e conseguimos trabalhar numa lógica de dois anos, o que nos permite planear de forma atempada a nossa estratégia de internacionalização”, disse à Lusa, à margem da feira de calçado Micam, que decorre até terça-feira em Milão, Itália, com a participação de 39 empresas portuguesas. Ao reconhecer que “a transição entre os dois quadros comunitários de apoio demorou mais” do que seria desejável, o diretor executivo da Associação Portuguesa dos Industriais do Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos (APICCAPS) ressaltou, no entanto, que o grupo de trabalho criado no âmbito do Compete 2030 para “agilizar os procedimentos” e “simplificar a legislação” finalmente concluiu esse processo. “Temos o projeto (de internacionalização) de 2025 aprovado e o de 2026 e 2027 em vias de aprovação. Finalmente regularizámos a situação e vamos ajudar as empresas a impulsionarem o seu processo de internacionalização”, congratulou-se Paulo Gonçalves, detalhando estarem em causa cerca de nove milhões de investimento em promoção internacional relativos ao ano 2025 e mais de 20 milhões para 2026 e 2027. O responsável sublinhou o “trabalho de parceria, de muitos meses”, entre a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), o Compete e a APICCAPS para corresponder aos novos procedimentos e diretrizes de Bruxelas e ressaltou que, respondendo às queixas das empresas de “muita burocracia e grande morosidade de processo”, foi possível “simplificar processos” a partir de agora. “Depois de muitos meses nos sentimos muito mais estimulados a partir para os processos de internacionalização. Estão aprovados processos muito mais simplificados e ágeis, como tanto as associações quanto as empresas estavam pedindo há muito tempo”, concluiu Paulo Gonçalves. Os projetos conjuntos de internacionalização voltados para o apoio à participação em feiras e iniciativas de promoção internacional têm como beneficiários as associações empresariais. Depois de aprovada a candidatura, o pagamento dos incentivos é feito na sequência da apresentação e validação pela AICEP dos pedidos de reembolso apresentados pelas empresas. Leia Também: Calçados portugueses ganham participação de concorrentes internacionais em 2025



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