STCP muda seis linhas “para evitar sobreposições” com

Segundo comunicado enviado à Lusa, a STCP diz que, “após um período inicial de adaptação ao arranque do BRT (Bus Rapid Transit) (vulgo metrobus), a STCP inicia uma nova fase de reorganização da sua rede”. Assim, “para evitar sobreposição” com o metrobus e “fortalecer a integração com o restante da malha”, haverá mudanças nas linhas 200, 201, 203, 403, 502 e 504 a partir de segunda-feira. A linha 203 (Marquês – Castelo do Queijo) “passa a integrar o Estádio do Dragão como novo polo estratégico, assegurando uma ligação direta entre a Boavista (Casa da Música), o Marquês e o Estádio do Dragão”. “Mantendo a passagem pelo Marquês, a linha deixa de circular pela Rotunda da Boavista e reforça a regularidade do serviço”, permitindo, segundo a STCP, “reforçar e ligar diretamente três polos intermodais: Boavista <-> Marquês <-> Estádio do Dragão”. Já a linha 200 (Bolhão — Castelo do Queijo), “beneficia-se de um aumento significativo da oferta”, com a frequência passando “de 30 (20 em horário de pico) para 15 minutos ao longo de todo o dia” e, durante a tarde, “entre o Bolhão e o Mercado da Foz, a frequência passa de 10 minutos para 7 minutos”. Já as linhas 201 (Aliados – Viso) e 502 (Bolhão – Mercado de Matosinhos) terão um “ajuste de horários”, que “permite restabelecer os níveis de regularidade que foram condicionados desde o início das obras associadas à implementação do BRT, reforçando a confiabilidade da operação”. Já a linha 403 (Boavista Casa da Música — Campanhã), no sentido Casa da Música “passa a servir o eixo do Campo Alegre, com alteração de percurso na zona de Massarelos, no sentido volta”, uma mudança que “aumenta as opções de mobilidade para os passageiros, criando ligações diretas às linhas 200, 204, 207 e 209, bem como às linhas 902 e 903, que asseguram a ligação a Vila Nova de Gaia”. Por fim, a linha 504 (Boavista – Norteshopping) “passa a contar com um trajeto mais direto e rápido entre as paradas da Pasteleira e Cristo Rei”, alteração que “facilita a conexão com o BRT na parada João de Barros, promovendo maior intermodalidade e simplificando os deslocamentos dos passageiros”. Segundo a empresa agora presidida por Luís Osório, “a entrada em operação do BRT marca uma nova etapa no sistema de transporte público, e essa reorganização é fundamental para garantir uma operação articulada e centrada nas necessidades dos passageiros”. O metrobus é um ônibus a hidrogênio que circula desde sábado nas avenidas Marechal Gomes da Costa e Boavista (nesta em via dedicada) e o serviço entre Casa da Música e Império tem duração prevista de 12 minutos, com parada nas estações Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves e João de Barros. Por enquanto, fica de fora a extensão serviço até a Anémona, com paradas em Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde e Castelo do Queijo, que está em obras. O conjunto de veículos e o sistema de produção de energia custaram 29,5 milhões de euros, e está previsto que o hidrogênio seja produzido, a partir de energia solar, na estação de coleta da STCP na Areosa, também ainda em obras. Por enquanto, o abastecimento será feito em São Roque da Lameira. A empreitada no terreno custou cerca de 76 milhões de euros. Leia Também: Taxa de desemprego recua em janeiro na zona do euro e UE



Publicar comentário