Frente Comum reúne-se 5.ª-feira com o Ministério da Saúde

Frente Comum reúne-se 5.ª-feira com o Ministério da Saúde

Na comissão parlamentar de inquérito (CPI) ao Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) para apurar responsabilidades durante a greve no final de 2024 e a relação das tutelas políticas com o instituto desde 2019, Sebastião Santana disse que o INEM continua sem conseguir contratar os profissionais de que precisa e que o Governo terá de apresentar soluções. O dirigente disse que, “no final do ano passado, o INEM tinha 804 vagas por preencher, das quais 496 eram para técnicos de emergência pré hospitalar”, observando que ter-se aberto “um concurso para apenas 200 vagas” é insuficiente. Sebastião Santana adiantou aos deputados que o presidente do INEM, Luís Cabral, admitiu, numa reunião em 28 de janeiro, que “não vão ficar sequer metade delas preenchidas”, devido a desistências e a candidatos que “não conseguiram completar a formação”. Para o coordenador da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (Frente Comum), essa situação demonstra falta de atratividade da carreira, marcada por “trabalho penoso, baixos salários” – cerca de R$ 1.183 de salário-base – e condições limitadas de trabalho. O dirigente sindical acrescentou que o problema é agravado pelo “quadro geral da administração pública”, com a saída de trabalhadores “para outros lados” devido à limitação na progressão e a um sistema de avaliação que “não permite evolução salarial”, tornando difícil atrair e reter profissionais. “O Governo tem que responder às reivindicações dos atuais trabalhadores”, ressaltou, defendendo melhorias salariais, melhores condições de trabalho, treinamento adequado e investimentos básicos, como “condições das bases e dos veículos”. Sebastião Santana também lamentou a falta de abertura de negociação. “Andamos com esses processos arrastadíssimos”, afirmou, ressaltando que o encontro de quinta-feira, às 16h30, com a tutela servirá para entender “que respostas o Governo tem para dar”. Leia Também: Serviços mínimos na greve do INEM falharam por “confusão” da tutela

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