Abastecimento de gás na UE “está estável” e “não há impacto”

Abastecimento de gás na UE "está estável" e "não há impacto"

“A reunião do Grupo de Coordenação do Gás da UE com os países da UE e a Agência Internacional de Energia acaba de terminar. Foi confirmado que o fornecimento de gás está estável”, escreveu a Direção Geral de Energia da Comissão Europeia em publicação na rede social X. De acordo com tal mensagem, “atualmente não há impacto na segurança do fornecimento de gás da UE”. Ainda assim, “a Comissão continua a acompanhar a situação”, é ainda mencionado. O Grupo de Coordenação do Gás atua como consultor da Comissão Europeia para facilitar a coordenação das medidas de segurança de aprovisionamento em caso de emergência. É o principal órgão ouvido pelo executivo comunitário no contexto da elaboração de planos de emergência. Dados da associação europeia que representa os operadores de infraestrutura de gás (Gas Infrastructure Europe), datados de segunda-feira e disponibilizados na internet, mostram que o armazenamento de gás na UE está em 29,89%. Portugal está, ainda assim, entre os 19 Estados-membros da UE com capacidades de armazenamento, o que tem maior preenchimento, num percentual de 76,72%. Na segunda-feira, a Comissão Europeia garantiu não ter “preocupações imediatas” quanto à segurança do fornecimento de energia para a UE, nomeadamente de gás, apesar do impacto do conflito no Oriente Médio. Em um momento em que as tensões no Oriente Médio colocam o fornecimento de petróleo e gás sob pressão e levam a aumentos nos preços, dados os ataques iniciados por Israel e Estados Unidos ao Irã e a resposta iraniana, a questão está sendo discutida pela Comissão Europeia, com um debate de orientação sobre os preços da energia na sexta-feira. A instituição garantiu que o armazenamento atual no espaço comunitário é de cerca de 30%, o que está “ainda dentro dos limites estabelecidos pela União para definir o fim do inverno em níveis adequados e garantir o reabastecimento durante o próximo verão”. O conflito entre Israel e Irã pode afetar a segurança energética da UE principalmente de forma indireta, já que a instabilidade na região do Golfo Pérsico tem impacto global, especialmente se houver riscos para o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial. Qualquer perturbação nessa rota eleva os preços internacionais de petróleo e gás, afetando países comunitários. Atualmente, a UE importa petróleo principalmente dos Estados Unidos, Noruega, Iraque, Arábia Saudita, Cazaquistão e Nigéria. Quando se trata de gás natural, os principais fornecedores são Noruega, Estados Unidos (especialmente gás natural liquefeito), Qatar, Argélia e Azerbaijão, com a dependência da Rússia diminuindo significativamente desde 2022 dada a invasão russa da Ucrânia. Ainda assim, vários desses fornecedores exportam pela região do Golfo, o que, dado um conflito mais amplo, pode significar volatilidade nos mercados, aumento de preços e pressão econômica na Europa. Israel e Estados Unidos lançaram um ataque militar contra o Irã no sábado, para “eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano”, e Teerã respondeu com mísseis e drones contra bases americanas na região e alvos israelenses. (Notícia atualizada às 14h22) Leia Também: 90% dos planos de manejo de unidades de conservação são elaborados

Publicar comentário