Principais bancos portugueses com lucros superiores a 5 mil

Dívida pública sobe em setembro pelo 10.º mês para 294.319

Segundo contas da Lusa, no total, os cinco maiores bancos, que representam mais de 80% do sistema bancário, tiveram em 2025 lucros totais de 5.226,5 milhões de euros, mais 5,9% do que em 2024. Confirma-se, assim, que o ano de 2025 foi, até agora, o de maior lucro agregado dos principais bancos. O aumento dos lucros foi impulsionado, sobretudo, pelos resultados da Caixa Geral de Depósitos, mas também de BCP e Novo Banco, que registraram no ano passado os maiores lucros de sempre. Nos últimos anos, a banca portuguesa vem batendo sucessivos recordes de lucros. Quando os resultados de 2023 saíram, analistas consideraram que um ‘pico’ excepcional havia sido atingido e previam que em 2024 o setor continuaria fortemente lucrativo mas em níveis mais baixos devido, desde o início, à queda dos juros. Mas 2024 foi novamente um ano de recordes, com os lucros agregados da banca portuguesa suplantando os de 2023. Agora soube-se que 2025 bateu novo recorde. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) teve lucros de 1.904 milhões de euros em 2025, 10% a mais que em 2024, graças à venda de sua participação na empresa Águas de Portugal (rendeu um ganho de 188 milhões de euros). Os lucros do BCP somaram 1.018,6 milhões de euros (mais 12,4% em relação a 2024) e os do Novo Banco a 828,1 milhões de euros (mais 11,2%). O Santander Totta registrou lucros de 963,8 milhões de euros, mais 0,5%. Já o BPI viu os lucros se reduzirem 13% para 512 milhões de euros. Os lucros da banca têm sido sustentados pela manutenção de importantes ganhos na margem financeira (principais receitas de um banco, sendo a diferença entre juros cobrados no créditos e juros pagos nos depósitos), apesar do contexto de taxas de juros mais baixas. Também têm ajudado nos lucros o aumento das taxas, a diminuição ou mesmo reversão de imparidades (provisões para fazer face a perdas), os ganhos com operações financeiras e a devolução pelo Estado do adicional de solidariedade (imposto devolvido aos bancos após o tribunal ter considerado inconstitucional). Quanto aos bancos de médio porte, notadamente Montepio e Crédito Agrícola, o ano de 2025 foi de diminuição dos lucros. O Banco Montepio teve lucros de 103,8 milhões de euros em 2025, menos 5,6% do que em 2024. O Crédito Agrícola lucrou 289 milhões de euros, menos 34% em termos homólogos. Leia Também: AdC critica declarações de bancos a respeito do “cartel bancário”

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