Mulheres longe do topo nas empresas portuguesas, sobretudo

Segundo síntese do estudo, divulgada hoje, 42% dos trabalhadores do empresariado, mas apenas 30% dos cargos de gestão são exercidos por mulheres e apenas 27% são liderados por mulheres. “O maior desequilíbrio quanto ao gênero é visto nas maiores empresas”, diz a Informa D&B Nas maiores empresas, onde 48% dos profissionais são mulheres, seu peso nos cargos de liderança é de 12% e de 20% nos de gerência. O estudo da Informa D&B, chamado “Presença Feminina nas Empresas em Portugal”, abrangeu empresas ativas em 31 de dezembro de 2024, com pelo menos um gestor ou executivo e com atividade comercial em 2023. A análise foi feita a partir da informação financeira publicada no portal do Ministério da Justiça (IES) pelas empresas do setor público e do privado com atividade comercial. No caso de bancos e seguradoras, a análise foi feita separadamente, a partir dos dados de relatórios e contas do último ano disponível. As entidades listadas em bolsa e as do Setor Empresarial do Estado têm níveis mais altos de paridade de gênero. “A evolução no caminho da paridade nas empresas tem sido muito lenta e têm sido aceleradas sobretudo por iniciativas legais, como a que estabelece, desde 2018, um regime da representação equilibrada entre mulheres e homens nos órgãos de administração e de fiscalização das empresas cotadas em bolsa e das entidades do setor público empresarial”, lê-se na síntese do estudo. A Informa D&B diz que, como consequência dessas medidas, “82% das empresas listadas e 84% das empresas do Setor Empresarial do Estado têm equipes de gestão mistas, respectivamente, um percentual que é de apenas 55% na maioria do tecido empresarial”. A paridade, refere-se na análise, varia de acordo com os setores e as direções nas empresas. “Em nenhum setor de atividade as mulheres chegam a 50% em cargos de gerência ou liderança. O setor que está mais próximo da paridade é o de serviços gerais, onde também se registra alta presença feminina no emprego, mais de dois terços (69%) dos trabalhadores são do gênero feminino, e onde o percentual de mulheres em cargos de gerência ou liderança chega a 43%”, diz o estudo. Em alguns subsetores de serviços gerais, em particular atividades relacionadas à saúde, bem-estar, moda e educação, “a presença feminina está ainda mais próxima da paridade, e o emprego também é em sua maioria feminino”, diz. Neste estudo, são considerados cargos de gestão as posições ocupadas nos órgãos sociais de gestão, administração e gerência. Nos cargos de direção são considerados os diretores de primeira linha. Os cargos de liderança correspondem às funções do primeiro gestor, como o de presidente do Conselho de administração e gerente. Leia Também: Estudo: Representação de mulheres em tecnologia na Europa cai para 19%



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