“Não há acordo” sobre lei laboral. Governo e patrões

"Não há acordo" sobre lei laboral. Governo e patrões

O governo, os patrões e a UGT sentaram à mesa, nesta segunda-feira, para debater o pacote de revisão da lei trabalhista, mas a reunião terminou sem acordo. A informação foi divulgada na saída do encontro pelos envolvidos. O secretário-geral da UGT, Mário Mourão, disse à Lusa que a proposta de reforma laboral que esteve hoje em debate entre os parceiros sociais e o Governo “não reúne as condições para que a UGT dê o seu acordo”. Questionado sobre o porquê de não haver acordo, Mourão recusou-se a responder: “Não sei. Tem que perguntar ao Governo. A UGT esteve até onde foi possível. Foi o Governo que disse que havia 70 medidas consensuais. Mas ainda não foi possível a UGT dar o acordo porque as traves mestras do Governo mantiveram-se, e a senhora ministra disse que não abdicava delas”. Governo e patrões apontam o dedo para a UGT “Não há acordo”, disse Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo (CTP), em declarações ao Jornal de Negócios. Já em declarações ao ECO, ele acrescentou que “esse é um processo que se arrasta há sete meses. Não podemos prolongar isso”. Por sua vez, João Vieira Lopes, da Confederação do Comércio (CCP), disse que “diante da posição da UGT não havia grande capacidade de diálogo”. O presidente da CIP, Armindo Monteiro, disse em declarações à RTP Notícias que as negociações sobre o pacote laboral terminaram sem acordo por causa da UGT: “É responsabilidade da UGT não haver acordo”, disse. O Governo, por sua vez, acusou a UGT de estar “absolutamente intransigente” nas negociações, prometendo “realizar todos os esforços para que seja possível um acordo”, disse à Lusa fonte do executivo: “A UGT está absolutamente intransigente. O Governo vai realizar todos os esforços para que seja possível um acordo”. “Mais próximos do fim do que do começo”? Na semana passada, recorde-se, a ministra do Trabalho disse que Governo e parceiros sociais estão “mais próximos do fim do que do princípio” na discussão das alterações à lei laboral, ainda que tenha recusado fixar um prazo para as negociações terminarem. O desejo do Governo é que o acordo (em sede Concertação Social) seja alcançado”, afirmou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, após se ter reunido com todos os parceiros sociais em reunião plenária da Comissão Permanente de Concertação Social, acrescentando que o executivo “tem investido muito neste acordo”. A governante salientou que “o investimento considerável” não é uma “perda de tempo”, dado que a revisão da legislação laboral é “um dos três pilares” apontados pelo Governo para alcançar “um maior crescimento económico” e a melhoria “das condições de vida” dos cidadãos, junto com a reforma tributária e a reforma do Estado. Rosário Palma Ramalho disse que ainda é cedo para saber o desfecho final, mas disse estar “confiante” em um possível acordo nesta sede. (Notícia atualizada às 18h32) Leia Também: Governo acusa UGT de ser “intransigente” nas negociações trabalhistas

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