Lei laboral? “Se não há acordo não é por falta de vontade.

Manuel Castro Almeida sinalizou que “se não há acordo não é por falta de vontade do Governo, porque o Governo quis intensamente fazer o acordo e quer intensamente o acordo”, à margem do Fórum Banca 2026, organizado pelo Jornal Económico, em Lisboa. Questionado se a lei avança mesmo sem acordo na Concertação Social, o ministro da Economia e da Coesão Territorial respondeu apenas: “Vamos ver”. O presidente da CIP, Armindo Monteiro, disse nesta segunda-feira, em declarações à RTP Notícias que as negociações sobre o pacote laboral terminaram sem acordo e responsabilizou a UGT pela ausência de um entendimento. A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) também disse, nesta segunda-feira, que não está prevista a continuidade das negociações sobre a proposta de legislação trabalhista, após não ter sido possível chegar a um acordo, cabendo agora ao governo se posicionar. “Não está previsto. O Governo vai agora definir uma posição: se leva a legislação à Assembleia da República e em que formato, se o inicial ou se algumas contribuições vão ser incorporadas. Ficou nesse ponto”, afirmou o presidente da CCP, João Vieira Lopes, em declarações à Lusa. O anteprojeto de reforma, chamado “Trabalho XXI”, foi apresentado pelo Governo de Luís Montenegro (PSD e CDS-PP) em 24 de julho de 2025 e a ministra do Trabalho já sinalizou a intenção de submeter a proposta de lei no parlamento, ainda que não se comprometa com uma data. As negociações sobre a lei trabalhista terminaram sem acordo, com a UGT e os chefes trocando acusações. A UGT não aceitou a proposta, enquanto os patrões consideraram que não valia a pena manter as conversas. Beatriz Vasconcelos com Lusa | 06:32 – 10/03/2026



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