Petróleo, bolsas de valores, bancos: o impacto económico da guerra não é

Petróleo, bolsas de valores, bancos: o impacto económico da guerra não é

Principais desdobramentos no 12º dia da guerra no Oriente Médio do ponto de vista econômico mundial, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP): Petróleo volátil, bolsas incertas As bolsas europeias voltaram a cair hoje, após a recuperação da véspera. Nas primeiras trocas, Paris perdia 0,72%, Frankfurt 1,09%, Londres 0,63% e Lisboa 0,28%. Em contrapartida, as praças asiáticas fecharam no “verde”, com Tóquio e Seul subindo respectivamente 1,43% e 1,40%. Os preços do petróleo registravam evolução em “dentes de serra” (altas e baixas acentuadas), no dia seguinte a uma queda que sucedeu vários dias de forte alta. O barril de Brent do Mar do Norte, referência do mercado mundial, subia 2,38%, a US$ 89,89, e o barril de WTI, referência do mercado americano, avançava 2,39%, a US$ 85,84. Bancos e instituições financeiras na região viram alvos do Irã O Irã anunciou que passará a atingir o centro financeiro da região, depois que funcionários de um banco em Teerã foram mortos durante bombardeios israelo-americanos. “O inimigo nos deu carta-branca para atacar os centros econômicos e os bancos” pertencentes aos Estados Unidos e a Israel na região, declarou o quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afiliado aos Guardas da Revolução, em um comunicado divulgado pela televisão estatal. Reunião do G7 a pedido do presidente da França Os chefes de Estado e de governo do G7, que se reúnem hoje a pedido de Emmanuel Macron sobre a guerra no Oriente Médio, “sem dúvida abordarão” o tema das reservas estratégicas de petróleo, segundo o ministro da Economia francês, Roland Lescure. “Nesta fase, não foi tomada a decisão de liberar as chamadas reservas estratégicas mundiais”, disse Lescure, no entanto, hoje cedo à antena da BFMTV/RMC. A reunião está prevista para as 15:00 locais, 14:00 em Lisboa, por videoconferência. O G7 é formado por Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha e Itália, com a participação também da União Europeia. Ministros de Energia do G7 prontos para “todas as medidas” Os ministros de Energia do G7 disseram em um comunicado conjunto divulgado hoje que estão prontos para tomar “todas as medidas necessárias”, em coordenação com a Agência Internacional de Energia (IEA), “incluindo o uso de reservas estratégicas”. Possível intervenção concertada diante da escalada do petróleo A IEA propõe um recurso sem precedentes às reservas estratégicas de petróleo para frear a alta de preços causada pelo conflito no Oriente Médio, informou o diário Wall Street Journal. O desbloqueio em discussão superaria os 182 bilhões de barris de petróleo colocados no mercado pelos países membros da IEA em duas fases em 2022, na época da invasão da Ucrânia pela Rússia, segundo o jornal. Navios mercantes atingidos no estreito de Ormuz Um cargueiro, que se encontrava a 11 milhas náuticas ao norte de Omã, foi atingido hoje por um “projétil desconhecido” no estreito de Ormuz, o que provocou um incêndio a bordo, relatou a agência de segurança marítima britânica UKMTO. A mesma agência informou que um porta-contêineres também foi danificado por um “projétil desconhecido” ao largo dos Emirados Árabes Unidos, perto do Estreito de Ormuz. Fechamento de uma das maiores refinarias do mundo A refinaria de Ruwais, nos Emirados Árabes Unidos, uma das maiores do mundo, suspendeu a produção após um ataque de drone na área. Desde o início da guerra lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel, o Irã revidou visando os interesses norte-americanos na região, mas também infraestrutura civil, nomeadamente energética e aeroportuária. Drones neutralizados pela Arábia Saudita O Ministério da Defesa saudita disse hoje ter neutralizado dois drones que se dirigiam para o campo petrolífero de Shaybah, no leste do país. Esse campo gigante, situado perto da fronteira com os Emirados Árabes, já foi visado diversas vezes pelo Irã. Operação de desminagem O exército norte-americano anunciou ter destruído 16 barcos iranianos de colocação de minas “perto do estreito de Ormuz”, um eixo principal do comércio de petróleo e de gás natural liquefeito (GNL). O canal norte-americano CNN, citando fontes anônimas próximas à inteligência dos Estados Unidos, havia relatado anteriormente que o Irã havia começado a colocar minas no estreito, onde o tráfego está praticamente parado. Leia Também: Bolsas europeias voltam a perdas e petróleo volta a subir

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