Comércio internacional: Exportações caem 14% e importações

Comércio internacional: Exportações caem 14% e importações

No primeiro mês do ano houve um agravamento de 778 milhões de euros do déficit da balança comercial de bens, em relação ao mesmo período do ano passado, para 2.510 milhões de euros. Olhando para as exportações, em janeiro de 2026 destacou-se o “forte decréscimo” nos fornecimentos industriais (-27,5%), evolução que está principalmente “associada à quantidade significativa de produtos químicos exportados para a Alemanha no período homólogo, sobretudo no âmbito de transações de trabalho por encomenda (sem transferência de propriedade)”. Além disso, também houve queda nas exportações de combustíveis e lubrificantes (-33,5%), refletindo reduções tanto em volume transacionado (-25,5%) quanto nos preços (-10,7%), comportamento que pode estar ainda associado à paralisação de unidades da refinaria nacional nos últimos meses de 2025, segundo o IBGE. Já excluindo combustíveis e lubrificantes, as exportações diminuíram 12,9%, após subir 0,9% em dezembro. Quanto aos principais países parceiros, destacam-se os decréscimos das exportações para a Alemanha (-44,3%) e Espanha (-7,4%), essencialmente devido à redução de combustíveis e lubrificantes e suprimentos industriais. No que diz respeito às importações, sobressai a diminuição dos suprimentos industriais (-11,6%), principalmente produtos químicos da Irlanda, associados a transações sem transferência de propriedade, explica o escritório de estatísticas. Em termos de países fornecedores, destacam-se o “acentuado decréscimo das importações da Irlanda (-85,9%) e o aumento das importações da Holanda (+38,9%)”, evolução influenciada pelos suprimentos industriais, em particular pelos produtos químicos. Nesse destaque, o INE também atualiza a lista dos principais países parceiros, com base em resultados preliminares anuais de 2025. Nos principais países de destino das exportações nacionais houve mudança no ‘top’ dez: Marrocos deixou de integrar esse grupo em 2025, sendo substituído por Angola, que ocupava a 14ª posição em 2024. Já nos países fornecedores das importações nacionais não houve mudanças nos dez primeiros, apenas nas posições que ocupam. A Itália cedeu a quinta posição para a China, enquanto a Bélgica subiu uma posição para sétimo e a Irlanda subiu duas posições para oitava. O Brasil caiu duas posições, para a nona e os Estados Unidos recuaram para a décima colocação. Leia também: Ex-participantes do “Secret Story” relatam momentos difíceis em Dubai

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