REN avisa: Aumento dos combustíveis terá impacto nas faturas

REN avisa: Aumento dos combustíveis terá impacto nas faturas

A alta dos preços dos combustíveis vai ter impacto nas contas de energia, alerta o CEO da REN, Rodrigo Costa. Ainda assim, o responsável considera que Portugal está hoje em melhores condições para enfrentar choques energéticos. “Os preços dos combustíveis já estão sofrendo alterações e essas mudanças sempre têm impactos nos preços finais do gás natural e da eletricidade”, disse Rodrigo Costa, em declarações ao Jornal de Negócios. O CEO da REN acrescenta ainda que “haverá certamente disrupções muito sérias nas cadeias de abastecimento, com repercussões gerais em todos os setores”. Ainda assim, Rodrigo Costa considera que, apesar da volatilidade nos mercados internacionais de energia, Portugal está hoje em melhores condições para enfrentar choques energéticos do que durante a crise desencadeada pela guerra na Ucrânia: “O sistema energético português é robusto tanto quanto possível e está mais bem preparado que em 2022”, disse. Costa promete apoio da UE à energia em “momento dramático e desafiante” De sublinhar que o presidente do Conselho Europeu confia que os líderes da União Europeia (UE), reunidos no final da semana, vão aprovar medidas de apoio face aos elevados preços da energia, considerando que esta crise surge num “momento dramático e desafiante”. “Esta crise representa um momento dramático e desafiador para a ordem internacional baseada em regras e, evidentemente, tem um enorme impacto nos custos da energia. Por isso, apelamos à Comissão Europeia para que apresente um conjunto de medidas temporárias e específicas destinadas a fazer face a este aumento dos custos da energia”, afirmou António Costa. Em entrevista à Lusa e a outras agências de notícias no âmbito do projeto Redação Europeia (European Newsroom) às vésperas de uma cúpula europeia marcada para quinta e sexta-feira sobre competitividade econômica, inclusive na energia, o presidente do Conselho Europeu ressaltou: “Sem dúvida, temos que tomar decisões. É por isso que precisamos nos reunir (pois) é na reunião que vamos tomar decisões”. O encontro europeu de alto nível ocorre cerca de três semanas após o início da ofensiva militar realizada por Israel e os Estados Unidos contra o Irã e consequente resposta iraniana. “Essa situação nos lembra que estamos no caminho certo ao investir na transição energética porque não podemos depender da energia importada e precisamos desenvolver energia produzida internamente, seja a partir de fontes renováveis ​​ou nucleares, mas precisamos ser independentes e fortalecer nossa autonomia estratégica”, acrescentou. Segundo o ex-primeiro-ministro português, antes mesmo da atual crise energética causada pela situação no Oriente Médio, o Conselho Europeu já havia “identificado que é preciso reduzir o custo da energia” na UE. “A melhor maneira de fazer isso é investir cada vez mais em energia produzida internamente. Quando você olha para o mapa de custos de energia na Europa, fica claro que as regiões com preços mais baixos são aquelas onde a energia produzida internamente é mais intensa, a Península Ibérica e os países nórdicos”, exemplificou. Além disso, a longo prazo, será preciso “analisar os diferentes componentes dos custos de energia e tentar resolver essa questão”, concluiu Antonio Costa. O que está na mesa? As declarações do líder europeu vêm em um momento em que os preços da energia (gás e luz) sobem acentuadamente no espaço comunitário. Entre as opções em discussão na UE estão a possibilidade de limitar temporariamente o preço do gás, reduzir impostos e encargos nas contas de energia e permitir apoio estatal a empresas e setores industriais mais afetados pelos altos custos de energia. Bruxelas também avalia quaisquer ajustes no mercado europeu de carbono e o uso de reservas estratégicas de energia para ajudar a estabilizar os preços. Ao mesmo tempo, a Comissão Europeia defende medidas de proteção aos consumidores e insiste que a resposta estrutural é acelerar o investimento em energias renováveis, redes elétricas e eficiência energética, mantendo o atual modelo do mercado europeu de eletricidade. Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar em grande escala contra o Irã. Leia Também: “No futuro, teremos que dialogar com a Rússia. Não sobre energia, mas…”

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