Cosco prevê “algum impacto” da guerra em terminal em Abu

Cosco prevê "algum impacto" da guerra em terminal em Abu

“No curto prazo, a situação no Oriente Médio terá algum impacto na produtividade do nosso terminal em Abu Dhabi, mas espera-se que o impacto global na rede de portos do grupo e no volume total de negócios seja limitado”, disse o presidente da empresa, Zhu Tao, em conferência com analistas, citado pelo jornal de Hong Kong South China Morning Post. O executivo fez essas declarações após a apresentação dos resultados de 2025 da empresa, que apontam para aumentos de 1,1% no lucro líquido e de 11% nas receitas, documento que inclui também uma breve referência à conjuntura na região. “No que diz respeito à situação no Oriente Médio, que tem atraído considerável atenção, a empresa continuará a monitorar de perto a evolução, avaliará com prudência qualquer impacto potencial e tomará as medidas necessárias para garantir que as operações não sejam interrompidas”, disse o comunicado. Zhu Tao indicou ainda que a operadora portuária elaborou planos de contingência e que vai explorar portos alternativos, inclusive no Golfo de Omã, para apoiar os clientes na gestão dos fluxos comerciais. A COSCO Shipping Ports opera 387 cais em 40 portos distribuídos na China, Europa, Mediterrâneo, Oriente Médio, Sudeste Asiático, América do Sul e África. A empresa-mãe, COSCO Shipping, suspendeu no último dia 04 de março todas as novas reservas de carga de e para vários países do Golfo Pérsico, na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã e das represálias de Teerã, que envolveram vários países da região. O Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do comércio marítimo de hidrocarbonetos, foi bloqueado pelo Irã em resposta aos ataques, levando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a pedir a criação de uma coalizão militar para garantir a navegação naquela via estratégica. Leia Também: Empresa chinesa Cosco suspende operações em porto do Canal do Panamá

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