Euribor terá impacto na prestação “já no próximo mês”:

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu, na quinta-feira, manter as taxas de juros, mas é previsível que a alta das taxas Euribor tenha impacto na prestação da casa “já no próximo mês”, alertou a DECO PROteste. Euribor têm estado a subir “Apesar de o Banco Central Europeu (BCE) ter optado por manter as taxas diretoras, adotando uma postura cautelosa face à incerteza económica decorrente da guerra no Médio Oriente, os mercados já estão a reagir ao aumento da inflação”, apontou a DECO PROteste em comunicado. A organização regista que as taxas Euribor utilizadas como indexante na maioria dos contratos de crédito à habitação com taxa variável em Portugal “já inverteram a tendência de descida das últimas semanas e iniciaram a subida que se tem intensificado nos últimos dias”. O Banco Central Europeu (BCE) está “bem posicionado e bem equipado” para lidar com o desenvolvimento de um choque grande, derivado da guerra no Oriente Médio, assegurou hoje a presidente da instituição, Christine Lagarde. Lusa | 14:49 – 19/03/2026 DECO PROtesteaponta que a Euribor de seis meses, índice mais usado no crédito imobiliário, já subiu quase 8,5% desde o início da guerra no Oriente Médio, enquanto na Euribor de 12 meses a alta foi de 14%. “Se essa tendência se mantiver até o fim do mês, as médias da Selic em março devem aumentar em 5,6% e 13,7%, respectivamente, podendo esta última superar 2,5%”, alerta. A partir de hoje, e desde o início do mês, o valor médio da Euribor a 12 meses é de 2,415%, contra o valor médio de 2,221% ao longo de fevereiro. Simulações: Quanto você vai pagar a mais por mês? A DECO PROteste alerta que uma família com um crédito imobiliário de 150 mil euros a 30 anos, com um ‘spread’ de 1% e indexado à Euribor a seis meses, “poderá vir a pagar mais 13 euros por mês, pelo menos”. A associação estima ainda que os consumidores podem ter que pagar mais 24 milhões de euros nos próximos seis meses devido à alta de juros. Nesse sentido, a Deco Proteste recomenda aos consumidores que “antecipem possíveis aumentos e ajam já”. “Este é o momento certo para rever as condições do contrato de crédito imobiliário, comparar com as propostas disponíveis atualmente no mercado e avaliar alternativas que possam reduzir o impacto da alta dos juros”, sugere a associação. Especificamente, a associação destaca a possibilidade de uma taxa mista de curto prazo, de até dois anos, que “pode ser uma solução para quem pretende se proteger de oscilações mais acentuadas da Euribor no curto prazo”. O Banco Central Europeu manteve as taxas de juros, nesta quinta-feira, mas alertou que a guerra no Irã pode ter um impacto significativo na inflação e traz incerteza para as previsões econômicas. Beatriz Vasconcelos | 13:15 – 19/03/2026 Leia Também: Cenário do BC vê preço do petróleo atingir pico de US$ 145/barril



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