Reservas obrigatórias da banca comercial moçambicana recuam

Reservas obrigatórias da banca comercial moçambicana recuam

De acordo com dados de um recente relatório estatístico da instituição, as reservas obrigatórias da banca comercial junto do Banco de Moçambique tinham atingido em dezembro de 2024 um recorde de 291.457 milhões de meticais (3.948 milhões de euros), imediatamente antes do alívio das restrições pelo banco central, em janeiro de 2025. A forte quebra em janeiro contrasta com o aumento de 20% em dezembro, face ao mês anterior, subindo então para 259.197 milhões de meticais (3.511 milhões de euros), após quedas consecutivas com o afrouxamento das restrições do banco central. No relatório não são dadas explicações para forte crescimento em dezembro e a queda um mês depois. As reservas obrigatórias dos bancos comerciais estavam fixadas pelo Banco de Moçambique no coeficiente de 10,5% em moeda nacional e 11% em moeda estrangeira no início de janeiro de 2023. Nos primeiros seis meses desse ano, aumentaram por duas vezes, para “absorver a liquidez excessiva no sistema bancário, com potencial de gerar uma pressão inflacionária”, explicou então o banco central. O último desses aumentos aconteceu em junho de 2023, chegando então a valores históricos de 39% dos depósitos em moeda nacional e 39,5% no caso de moeda estrangeira ficando em reserva bancária. Desde o final de dezembro de 2022, quando somavam 62,1 bilhões de meticais (841 milhões de euros), o volume de reservas bancárias sob a guarda do banco central chegou a aumentar quase 400%, até o final de 2024. Diante da falta de divisas no mercado interno, os empresários moçambicanos insistiam desde 2024 na necessidade de o banco central aliviar os coeficientes de reservas obrigatórias em moeda estrangeira. Essa decisão só veio em 27 de janeiro de 2025, quando o Comitê de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu cortar os coeficientes de reservas obrigatórias em moeda nacional, para 29%, e em moeda estrangeira, para 29,5%. A medida visava “disponibilizar mais liquidez para apoiar a economia na reposição da capacidade produtiva e da oferta de bens e serviços”, dizia o comunicado da reunião do CPMO, que não voltou a mexer nesses coeficientes desde então. A próxima reunião do CPMO, que acontece a cada dois meses, está prevista para a próxima segunda-feira, em Maputo. Leia Também: MP dá 5 dias para reversão do fechamento da maior indústria moçambicana

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