“No Algarve compra-se, em Lisboa arrenda-se”: E que tipo de

A forma como os portugueses procuram casa varia significativamente de acordo com a região, revela uma análise do imovirtual, divulgada nesta segunda-feira. A conclusão é a seguinte: “No Algarve compra-se, em Lisboa arrenda-se”. “A forma como os portugueses procuram casa varia significativamente consoante a região. Uma análise do Imovirtual à procura imobiliária em Lisboa, Porto e Faro revela três perfis distintos de comportamento, com diferenças claras na intenção de compra, arrendamento e tipo de imóvel procurado”, pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso. Dados do imovirtual mostram que “Faro se destaca como o mercado com maior intenção de compra, com 73,1% das pesquisas voltadas para aquisição de moradia, enquanto o aluguel representa apenas 26,9%”. “No extremo oposto aparece Lisboa, onde o peso do aluguel é significativamente maior (41,3%), refletindo a maior dificuldade de acesso à compra na capital. Já o Porto está em um ponto intermediário, se posicionando como o mercado mais equilibrado das três cidades, com a compra representando 64,8% e o aluguel 35,2%”, pode ler-se. A conclusão é que “esta diferença traduz perfis de procura distintos”: “No Algarve, a maior orientação para compra está frequentemente associada a investimento e segunda habitação. Já em Lisboa, a maior expressão do arrendamento reflete um mercado mais dinâmico, com maior mobilidade e pressão sobre os preços de aquisição. O Porto surge como um mercado mais estável e equilibrado entre as duas dinâmicas”, pode ler-se na nota divulgada. Que tipo de casa se procura em Portugal? Em termos de tipologias, explica o portal imobiliário, “o T2 é a tipologia mais procurada nas três regiões, representando 40,4% da procura em Faro,37,9% em Lisboa e 34,7% no Porto”. “No entanto, existem diferenças relevantes: o Algarve apresenta maior procura por tipologias compactas, com destaque para os T1 (28,0%), enquanto o Porto regista a maior procura por T3 (18,6%), evidenciando um perfil mais orientado para famílias. Lisboa posiciona-se num ponto intermédio, refletindo uma combinação entre procura urbana e necessidades habitacionais diversificadas”, pode ler-se na nota divulgada. Mais: “Também ao nível do tipo de imóvel se verificam diferenças claras. Lisboa apresenta uma forte predominância de apartamentos (63,9%), muito acima de Faro (52,0%) e Porto (53,7%), refletindo a densidade urbana e a limitação de oferta. Em contraste, Faro destaca-se pela maior procura por moradias (34,6%), acima do Porto (28,7%) e de Lisboa (21,3%), evidenciando um mercado mais associado a estilos de vida menos urbanos e a procura internacional”. Citada na mesma nota, Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual, explica que “os dados mostram que não existe um único mercado imobiliário em Portugal, mas sim várias dinâmicas regionais com comportamentos distintos. Enquanto Lisboa continua a ser um mercado mais orientado para o arrendamento, pressionado pelo acesso à compra, o Algarve evidencia uma procura mais associada à aquisição, muitas vezes com componente de investimento ou segunda habitação. O Porto posiciona-se como um mercado intermédio, com maior equilíbrio e diversidade na procura”. O índice de preços das casas aumentou 17,6% em 2025, 8,5 pontos percentuais a mais que em 2024 e a maior taxa na série disponível, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Lusa | 11:21 – 23/03/2026 Leia Também: PCP, Livre e BE se juntam à manifestação por moradia com críticas ao Governo



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