Desvio de Medicamentos Essenciais Coloca Governo em “Estado

Desvio de Medicamentos Essenciais Coloca Governo em "Estado

a d v e r t i s e m e n tO Governo declarou estar em alerta máximo contra o roubo e desvio de medicamentos essenciais, reforçando a vigilância para garantir que os produtos cheguem às pessoas mais vulneráveis.

“É nossa missão garantir que cada medicamento chegue aos moçambicanos que dele necessitam”, afirmou o ministro da Saúde, Ussene Isse, nesta segunda‑feira (23), em Maputo, após a recepção de cerca de 85 toneladas de medicamentos e materiais médicos doados pela Índia.

Na ocasião, o governante explicou que os medicamentos recebidos incluem os destinados ao tratamento do cancro, anestésicos, antibióticos, luvas e outros materiais essenciais, sublinhando que a sua chegada ocorre num momento crítico, em que a procura é elevada.

“Estamos a distribuir rapidamente estes medicamentos por todo o País, e todos devem estar em alerta. O foco é salvar vidas, por isso é crucial a protecção destes bens e garantir que o tratamento adequado chegue a quem realmente precisa”, avançou Isse, citado pela Agência de Informação de Moçambique.

Já o alto‑comissário da Índia em Moçambique, Robert Shetkintong, reafirmou a solidariedade do seu país e explicou que a entrega de medicamentos faz parte da terceira e última fase de fornecimento no âmbito da cooperação bilateral. “Esta entrega representa um símbolo de amizade histórica entre os dois países e um gesto para apoiar a população nos momentos em que mais precisa”, disse.

“Além desta remessa, cerca de 500 toneladas de arroz e outros produtos alimentares essenciais já estão a caminho do País, para ajudar os afectados pelas flutuações climáticas nas regiões sul e centro”, concluiu.

No ano passado, o Presidente da República, Daniel Chapo, anunciou que o Governo estava a trabalhar com investidores e investigadores, nacionais e estrangeiros, para garantir a produção local de medicamentos, com o objectivo de reduzir a dependência externa.

O chefe do Estado acrescentou, na altura, que o trabalho estava a ser feito em colaboração com “os reguladores do sector da saúde e a classe empresarial, para criar incentivos, políticas e infra-estruturas adequadas, de modo a tornar esta visão uma realidade a curto prazo”.

Em Novembro, o Governo aprovou o Tratado da Agência Africana de Medicamentos, um documento adoptado pela União Africana (UA) em 11 de Fevereiro de 2019. O instrumento entrou em vigor em 5 de Novembro de 2021, após a ratificação por 15 países-membros, visando melhorar o acesso a medicamentos de qualidade e seguros eficazes em África ao harmonizar os sistemas regulatórios do continente.

A Agência Africana de Medicamentos (AMA, sigla em inglês) vai funcionar como uma entidade especializada da UA, para coordenar a regulamentação, harmonizar o registo e a comercialização de produtos médicos, licenciar fabrico e distribuição e realizar inspecções de qualidade e segurança, autorizar ensaios clínicos e supervisionar procedimentos de apelação.a d v e r t i s e m e n t

Publicar comentário