Aumento dos custos: Distribuidores alimentares defendem

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Em comunicado, a Associação dos Distribuidores de Produtos Alimentícios (ADIPA) sustentou que o aumento dos preços do petróleo e da energia está afetando de forma “muito significativa” toda a cadeia de abastecimento alimentar, com impacto direto nos custos de transporte, logística e conservação. Segundo a associação, a manutenção da cadeia de frio, essencial para garantir a qualidade e segurança dos alimentos, é uma das áreas mais penalizadas, devido ao peso da energia elétrica nos custos operacionais. A ADIPA alertou que essas pressões “inevitáveis” acabam se refletindo nos preços finais, em um setor responsável pelo abastecimento diário de milhões de consumidores. Para responder ao aumento dos custos, a associação propõe um conjunto de medidas voltadas às empresas, com destaque para a redução do ICMS sobre o diesel e a energia elétrica, bem como a diminuição da carga tributária sobre o gás. Outra das propostas passa pela dedução integral do IVA no combustível utilizado por veículos leves de distribuição até 3.500 quilos, atualmente limitada a 50%, o que, segundo a ADIPA, cria uma “discriminação fiscal” em relação aos veículos pesados. A associação também sugeriu permitir que armazéns atacadistas possam vender diretamente ao consumidor final, como forma de encurtar a cadeia de distribuição e contribuir para preços mais competitivos. Do lado das famílias, a principal medida proposta é a reintrodução do IVA zero em um conjunto de alimentos essenciais, mecanismo que pode voltar a funcionar como “instrumento eficaz” para proteger o poder de compra, disse a associação. Em um ângulo menos visível do debate energético, o documento ressaltou que a crise não afeta apenas produtores ou consumidores, mas também a “infraestrutura invisível” que garante que os alimentos cheguem diariamente às prateleiras. A associação alertou que, sem medidas de mitigação, o risco não é apenas o aumento de preços, mas também a perda de eficiência da rede de distribuição, especialmente no comércio de proximidade. PYR // JNM Lusa/Fim

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