Tem carro a gasóleo ou a gasolina? Governo revela quanto já

Em debate no plenário da Assembleia da República sobre o combate ao agravamento dos preços após o ataque dos Estados Unidos da América ao Irã, a pedido do PCP, a secretária de Estado, Cláudia Reis Duarte, defendeu que o efeito das medidas tomadas pelo governo até agora “é plenamente visível”. “Diante do início de março — e considerando o desconto de ISP que então ainda estava em vigor e não havia sido revertido –, temos hoje uma redução acumulada, com IVA, de 20,8 centavos por litro no diesel e de 19,3 centavos por litro na gasolina”, ressaltou, após notar que a resposta do executivo se baseia em “mecanismos automáticos, transparentes e proporcionais à evolução dos preços”. Durante o debate, o governo foi confrontado pelas bancadas de oposição à esquerda com a dimensão do pacote de medidas tomadas pelo executivo espanhol (socialista), com a secretária de Estado contrapondo que Portugal “foi o primeiro país da Europa Ocidental a adotar medidas concretas” para conter a alta dos preços. Em um debate em que os partidos de oposição ressaltaram que a alta dos preços das mercadorias na economia leva ao aumento da arrecadação de impostos, em especial nos combustíveis, a secretária de Estado afirmou que “o Estado não está tirando nenhuma vantagem financeira com a alta do preço dos combustíveis”. “Ao verificar um aumento significativo no preço dos combustíveis superior a dez centavos por litro em relação aos valores de referência da primeira semana de março, o Governo agiu imediatamente através da redução do imposto sobre produtos petrolíferos”, disse, dizendo que a redução “corresponde à devolução da totalidade da receita adicional de IVA que resulta desse aumento de preços”. Essa resposta é “diferente, por exemplo, do que fizeram nossos vizinhos espanhóis, que tomaram medidas há dois ou três dias”, ressaltou. Da equipe do ministro Joaquim Miranda Sarmento, a secretária de Estado citou dados de 18 de março da Comissão Europeia para referir que “em Portugal neste momento a carga fiscal sobre os combustíveis é inferior à média da União europeia”, com “mais de metade dos Estados-membros” a apresentarem “uma carga fiscal sobre os combustíveis mais alta do que em Portugal”. A secretária de Estado Cláudia Reis Duarte lembrou que a resposta do Governo não se esgotou na redução do ISP, mas também no “reforço do apoio às famílias mais vulneráveis através do aumento da “botija de gás solidária”, que passou de 15 para 25 euros”, por apoios extraordinários através “do reforço ao reembolso concedido no gasóleo profissional” e por ajudas dirigidas aos táxis e às associações humanitárias de bombeiros. No mesmo debate, o secretário de Estado do Tesouro e Finanças, João Silva Lopes, disse que o governo anunciará ainda nesta semana medidas de apoio para o diesel agrícola. “Estamos expostos às cotações de mercados internacionais, e a evolução recente dos preços demonstra que os riscos persistem e que exigem uma resposta atenta, profissional e calibrada”, disse Silva Lopes. O governante lembrou que o Governo já formalizou o enquadramento para que, “sempre que houver uma declaração europeia de crise de preços da eletricidade”, possa tomar “medidas excepcionais de proteção de consumidores e de pequenas e médias empresas” e garantiu que o Governo está articulado com as instituições europeias e com os outros países da União Europeia (UE) para garantir o fornecimento de energia sem distorções no mercado interno europeu. Leia Também: PS/Oeiras considera “grave” acusação contra Isaltino e lamenta impacto mediático



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