Empresários lusos “relativamente otimistas” sobre futuro da

Empresários lusos "relativamente otimistas" sobre futuro da

“Os nossos empresários mostraram-se expectantes, mas pareceu-me também que esperançosos e relativamente otimistas. Eu diria melhor, moderadamente otimistas relativamente ao futuro”, disse. Sancho Gomes falava à agência Lusa em Caracas, após um encontro com empresários madeirenses, no âmbito de uma visita de oito dias à Venezuela, onde manterá contato com autoridades locais e portugueses na cidade capital do país e nos estados de La Guaira, Miranda, Maracay, Carabobo, Barquisimeto e de Portuguesa. “Nossos empresários dizem já ter sentido algumas mudanças positivas, mas estão na expectativa em relação ao futuro (…) e atentos a oportunidades de negócios que possam surgir decorrentes dessa mudança no contexto sociopolítico”, frisou. Sobre a visita, ele explicou que “foi planejada e organizada tendo em mente três dimensões diferentes”. “A primeira é fazer a avaliação da situação da nossa comunidade (…), suas famílias, seus negócios, nessa fase decorrente das mudanças no contexto sociopolítico e da intervenção que foi feita (pelos Estados Unidos) em janeiro, na Venezuela”, disse. O segundo objetivo será “ver a possibilidade de se aprofundar as relações entre as instituições”, nomeadamente a Universidade Central da Venezuela com a Universidade da Madeira, visando “a cooperação e a integração do ponto de vista também da educação”. “A terceira, e daí esse encontro com esses empresários e que terei com outros no decorrer dessa visita, é ver também, ouvir nossos empresários luso-venezuelanos, de origem madeirense, sobre as possibilidades de cooperação e integração de sinergias com empresas e empresários que, neste momento, estão na Madeira”, disse. Sancho Gomes começou sua visita a Caracas na noite de terça-feira com um jantar com conselheiros madeirenses e se reuniu hoje com a vice-reitora acadêmica da Universidade Central da Venezuela, Fátima Garcês. Ao longo da visita, segundo explicou, estará sempre acompanhado pelos conselheiros madeirenses na Venezuela, da área de Caracas, Valência e Barquisimeto, que, frisou, “são cinco pessoas bastante conhecidas da realidade aqui no local, da nossa comunidade”. Segundo ele, desde janeiro tem conversado com muita frequência com esses conselheiros, quase que diariamente, fazendo um acompanhamento da realidade no país. “De fato, a opinião (dos conselheiros madeirenses) é mais ou menos unânime com aquela que me foi transmitida pelos empresários: que a vida decorre, que a comunidade está tranquila, expectante relativamente ao futuro, e que há um clima de algum otimismo relativamente a esse mesmo futuro”, disse. Por outro lado, ele lembrou que a Madeira reforçou este ano o orçamento de apoio financeiro ao movimento associativo da diáspora, de 50 mil euros para 60 mil euros, e que entre 01 e 30 de abril vai decorrer o prazo de apresentação de candidaturas. “Também trago aqui uma palavra de amizade e um abraço efetivo do Governo regional. A comunidade madeirense residente na Venezuela, as suas famílias, é uma comunidade bastante querida, que contribui de forma indelével para o desenvolvimento regional, e é uma comunidade pela qual a Madeira, o Governo regional e a população madeirense têm um profundo carinho, e, portanto, que a acompanhamos sempre com muita atenção, e foi este abraço da população madeirense também que eu pretendi vir aqui trazer”, disse. Segundo o conselheiro Aleixo Vieira, a programação da visita de Sancho Gomes à Venezuela inclui um encontro com o governador do Estado de La Guaira, José Alejandro Terán, e outro com o presidente do Grupo de Amizade Parlamentar Venezuela/Portugal, Orlando Camacho, que também é presidente da Comissão Permanente de Energia e Petróleo da Assembleia Nacional venezuelana. Leia Também: Ventura acusa petista de ter ido à Venezuela “prestar vassalagem”

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