Défice público de França desce para 5,1% do PIB em 2025 e

Défice público de França desce para 5,1% do PIB em 2025 e

O instituto nacional de estatística francês (INSEE), que publicou hoje ambos os dados, precisou que a dívida pública era de 3,4605 trilhões de euros no final de 2025 e representava 115,6% do PIB, quando um ano antes era de 3,3061 trilhões e 112,6% do PIB. O percentual, de 115,6% do PIB, no final de 2025 é um pouco menor que o pico que havia sido alcançado no terceiro trimestre (dívida de R$ 3,484 trilhões equivalente a 117,2% do PIB). O INSEE ressaltou que essa aparente diminuição na realidade deve ser relativizada, porque ao mesmo tempo as administrações públicas reduziram a tesouraria em 31.100 milhões de euros, fazendo com que na realidade a dívida líquida tenha aumentado em 8.100 milhões. De qualquer forma, a razão para a diminuição do percentual da dívida nos últimos três meses do ano é explicada pelo aumento do PIB em valor nesse período a um ritmo mais dinâmico do que a dívida líquida. No que diz respeito ao déficit, a redução em 2025 é explicada pelo efeito combinado de uma aceleração das receitas, a uma taxa de 3,9%, em comparação com 3,2% em 2024, e uma desaceleração na progressão dos gastos públicos, de 2,5%, contra 4% no ano anterior. O gasto público representou no ano passado 57,2% do PIB, dois décimos a mais que em 2024. Os benefícios sociais contribuíram com quase 60% para o aumento do gasto público, com um aumento de 3,2%. Um elemento importante é a carga dos juros da dívida, que cresceu a um ritmo forte de 11,2%, embora inferior aos 13,9% de 2024, e isso devido ao aumento do volume dos empréstimos, mas também pela subida das taxas de juro que a França tem que pagar. Esses juros representaram 2,2% do PIB. No que diz respeito às receitas, elas aceleraram pelo aumento dos impostos, em particular o imposto sobre as empresas (sobre os lucros das empresas), os incidentes sobre a eletricidade e os obtidos por transações imobiliárias. Os dados de déficit de 2025 oferecem certo alívio ao executivo, que conseguiu aprovar um orçamento para 2026 com um ‘buraco’ previsto nas contas públicas de 5% do PIB e qualquer desvio em relação a essa meta poderia ser punido pelos mercados de dívida. O primeiro-ministro, Sébastian Lecornu, em mensagem nas redes sociais, saudou “resultados, não promessas vazias ou posturas políticas inúteis” e afirmou que seu “método está dando frutos, mas também a estabilidade política”. “Continuaremos – com cautela – para reduzir o déficit abaixo de 5% até 2026”, acrescentou. A guerra no Oriente Médio representará um obstáculo nesse objetivo, tendo em vista que o INSEE já revisou esta semana para baixo as expectativas para a economia francesa, e espera um crescimento de 0,2% do PIB no primeiro e segundo trimestres, um décimo a menos do que o calculado anteriormente para cada um. Leia Também: Superávit orçamentário? “Valeu a pena termos sido formigas e não cigarras”

Publicar comentário