Abertura da Linha Circular do Metrô de Lisboa no 1º

“Estamos fazendo o esforço e iniciamos um diálogo muito produtivo com os empreiteiros que têm essa obra, portanto, Mota Engil e Zagope, no sentido de garantir (que), no primeiro trimestre de 2027, a linha circular seja inaugurada. Não é entrega a obra para o empreiteiro, é inaugurada”, garantiu a presidente do Conselho de Administração do Metropolitano de Lisboa. Cristina Vaz Tomé falava na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação da Assembleia da República, onde foi ouvida hoje a requerimento do Chega. A responsável lembrou aos deputados que, quando chegou há cerca de três meses ao Metro de Lisboa, deparou-se com uma empresa “com grandes oportunidades de expansão”, sendo que, no caso da Linha Circular, o atraso da inauguração da obra “é um atraso de três anos e três meses”. A presidente do CA do Metrô de Lisboa lembrou que a obra da Linha Circular foi dividida em quatro partes/lotes, sendo que o primeiro, terminado em setembro de 2024 “ainda não tinha sido fechado”, ou seja, “a conta não foi paga ao empreiteiro e, portanto, tudo isso cria crispações e más vontades do empreiteiro com a empresa”. A Linha Circular, que inicialmente tinha inauguração prevista para o segundo semestre de 2025, vai ligar a estação do Rato ao Cais do Sodré, numa extensão de mais dois quilômetros de rede e duas novas estações (Estrela e Santos), unindo as linhas Amarela e Verde em um novo anel circular no centro de Lisboa. Além da construção de duas novas estações será remodelada a estação existente no Cais do Sodré. Em relação à expansão da Linha Vermelha, Cristina Vaz Tomé disse aos deputados que o atraso nas obras é de “dois anos e nove meses”, ressaltando ainda não ter sido feita a consignação. A responsável lembrou que foi perdido o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tanto para a Linha Vermelha, como para a Linha Circular, frisando que a empresa está a “trabalhar com o Governo e também com outras entidades, nomeadamente o Banco Europeu de Investimento”, para conseguir financiamento para que a consignação se consiga fazer. “É a nossa ambição, ainda neste primeiro semestre, para ver se a obra começa, porque, de fato, é uma obra muito importante para a cidade de Lisboa”, disse. Leia Também: Incêndio em Aveiro obriga corte da A1 (em dois trechos)



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