Bankinter quer tornar-se no 6.º maior banco em volume de

Em conversa com jornalistas, a propósito dos 10 anos do Bankinter em Portugal, Alberto Ramos afirmou que para esse objetivo o banco vê “muitas oportunidades de crescimento”, desde logo em crédito a empresas e crédito à habitação. “Temos bases sólidas e resultados do banco consistentes”, disse, acrescentando que em 2025 o faturamento do banco foi superior a 30 bilhões de euros, mais 12% em relação a 2024 e o triplo do registrado em 2016. Atualmente, disse, os líderes em faturamento são os cinco maiores bancos (CGD, BCP, Santander Totta, Novo Banco, BPI) seguidos por Montepio, Crédito Agrícola e Bankinter (8º lugar). Em um banco, o faturamento diz respeito à soma de crédito concedido com depósitos/recursos de clientes. No final de 2025, o Bankinter Portugal tinha 11.686 milhões de euros em crédito (mais 8% em relação a 2024) e os recursos de clientes (incluindo depósitos) somavam 10.463 milhões de euros (mais 9%). Os recursos fora do balanço eram de R$ 7.995 milhões (mais 23%). O Bankinter entrou em Portugal há 10 anos com a compra do negócio de varejo do Barclays em Portugal. O Bankinter Portugal é uma sucursal, forma jurídica que Alberto Ramos considera adequada manter pois – disse – permite aproveitar a “‘expertise’ do grupo central” e as sinergias e sem “impacto do ponto de vista da concessão do crédito”. O grupo entrou no mercado português, em 2016, com uma oferta forte em crédito imobiliário e desde então mantém uma importante carteira de crédito para compra de casa. O crédito imobiliário total era, no final de 2025, de 6.583 milhões de euros (o equivalente a uma participação de mercado de 5,5%). Já o crédito a empresas era, no fim do ano passado, de 4.166 milhões de euros, o equivalente a uma quota de mercado de 2,71%. Crescer no negócio de empresas é um objetivo do banco nos próximos anos: “O negócio de empresas já representa 35% das receitas e o objetivo é chegar a 50%”, disse o presidente do Bankinter Portugal a jornalistas. Na Espanha, cerca de 50% das receitas do Bankinter é com empresas, mas Alberto Ramos lembrou que lá o banco começou por ser mais ligado à indústria enquanto em Portugal entrou focado no crédito imobiliário. Além de Espanha e Portugal (maior operação do Bankinter fora da Espanha), o grupo Bankinter está presente na Irlanda (entrou em 2019) e tem uma pequena operação em Luxemburgo. Em 2025, o grupo espanhol teve lucros de 1.090 milhões de euros, mais 14,4% do que em 2024. Já os resultados antes de impostos do Bankinter Portugal em 2025 foram de 210 milhões de euros, um crescimento de 7% face a 2024.O Bankinter Portugal tinha, em final de 2025, 82 agências (além de balcões ‘private’ e centros de empresas) e 884 trabalhadores (30 a mais em relação a 2024). Questionado se o Bankinter tem interesse em aquisições em Portugal, o presidente disse que o banco sempre estará atento mas que também “não há muitas oportunidades para consolidar no mercado português”, por isso o foco é o crescimento orgânico. Sobre o período mais crítico desses 10 anos, Alberto Ramos afirmou que “o mais difícil foi a pandemia”, considerando que os bancos não foram devidamente reconhecidos por seu papel na minoração dos impactos da crise da covid-19. Questionado sobre o ex-gerente Carlos Brandão e se o banco abriu alguma sindicância interna, Alberto Ramos disse apenas que “o banco analisou com todo o detalhe essa situação” e não quis dar mais informações. No início de 2025, o Novo Banco destituiu Carlos Brandão de diretor após ser indiciado por suspeitas de operações financeiras ilegais. Carlos Brandão foi presidente executivo do Bankinter em Portugal entre 2016 e 2017. Leia Também: Bankinter propõe pagar o maior dividendo de sua história de 545 milhões



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