Café (também) está mais caro: Preço já aumentou 64 cêntimos

Café (também) está mais caro: Preço já aumentou 64 cêntimos

Se você é fã de café, a notícia não é animadora: o preço do café torrado moído aumentou 64 centavos no primeiro trimestre do ano e uma embalagem com 250 gramas já custa mais de cinco euros, de acordo com dados divulgados pela DECO PROteste. Em quatro anos, esse produto já encareceu 72%. “Nos três primeiros meses deste ano, o preço do café torrado moído já subiu 64 centavos (mais 14,18 por cento). Na última semana de março, um pacote com 250 gramas de café torrado moído custava R$ 5,15. Em 11 de fevereiro, havia atingido o maior preço de 2026, ao chegar a R$ 5,28, mas acabou caindo nas semanas seguintes”, explica a organização de defesa do consumidor. No entanto, esta não é a primeira vez que o preço do café “atravessa períodos de altos aumentos”, explica a DECO PROteste, lembrando que, “em 2025, a alta chegou a 11,7 por cento”. “Quando o ano começou, uma embalagem de café torrado moído custava 3,81 euros. Em 31 de dezembro, já custava 4,25 euros, ou seja, 45 centavos a mais. No entanto, no segundo semestre do ano, por diversas vezes o preço desse produto ultrapassou os 5 euros, tendo atingido o preço mais alto em 10 de setembro, quando chegou a custar 5,32 euros”, diz a organização. O que está impulsionando o preço do café? A organização de defesa do consumidor conversou com Cláudia Pimentel, secretária-geral da Associação Industrial e Comercial do Café (AICC), que justificou a alta do preço do café com uma queda na produção dessa matéria-prima no mundo: “Nos últimos anos, os preços do café vêm aumentando nos mercados internacionais. Esse aumento pode ser explicado pelos fatores tradicionais de oferta e demanda: uma produção insuficiente nos países de origem (do café), essencialmente na África Central e no Vietnã, que levou a uma baixa recorde dos estoques mundiais de café, e uma demanda mais acentuada por parte da indústria, com os mercados do norte da Europa consumindo mais café Robusta — o que não era tradição — e os mercados asiáticos bebendo mais café do que antes”, disse. Além disso, explica a DECO PROteste, os “efeitos das mudanças climáticas em alguns dos maiores países exportadores dessa matéria-prima têm um alto impacto nas condições de cultivo, o que pode continuar a ditar a variabilidade do preço do café nos próximos anos”. Cesta básica está em máximas Esses dados sobre o café são conhecidos em um momento em que a cesta básica monitorada semanalmente pela DECO PROteste voltou a atingir um novo recorde: agora custa 254,40 euros. “A cesta de 63 alimentos monitorada pela DECO PROteste desde janeiro de 2022 também nunca tinha ficado tão cara e continua batendo recordes de preço toda semana”, explica a organização de defesa do consumidor. Na última semana, cabe destacar, “apesar de ter registrado uma alta de apenas 8 centavos (0,03%), voltou a atingir um novo recorde: 254,40 euros”. Leia Também: “Não está programada intervenção no ICMS, nem na cesta básica”

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