Guerra? Impacto será sentido já no 1.º trimestre e pode

No curto prazo, o aumento da cotação do petróleo e do gás natural tenderá a se estender aos setores da economia mais expostos aos preços da energia, “invertendo a trajetória de queda da inflação que se observou no segundo semestre de 2025”, indica o documento. Segundo Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, citado em comunicado, “o choque no preço dos produtos energéticos deve condicionar o crescimento do consumo privado em Portugal e o desempenho do setor exportador”. O responsável diz que esse novo impacto negativo, somado às tempestades de janeiro e fevereiro, acontece “num contexto de desaceleração relevante da atividade econômica em relação ao ano anterior, consolidando uma tendência que o indicador coincidente CIP/ISEG registra desde novembro de 2025”. Rafael Alves Rocha também aponta que “muitas empresas que utilizam gás natural já estão sentindo um aumento em sua conta de energia, não sendo possível que continuem mantendo os mesmos preços de mercado, sob pena de sua viabilidade econômica”. Por isso, a CIP apela ao Governo para apoiar “com urgência” as empresas nacionais mais expostas à crise mundial. Para o conjunto de 2026, o barômetro CIP/ISEG mantém a previsão de crescimento da economia entre 1,8% e 2,2%, remetendo para a próxima edição uma eventual revisão dessa projeção. O governo projetou, no Orçamento do Estado para 2026, um crescimento de 2,3% neste ano. Leia também: Mônica Sintra se declara para o namorado. “Com você eu não me diminuo”



Publicar comentário