ICM e PAM Articulam Reforço Das Reservas Alimentares Para

ICM e PAM Articulam Reforço Das Reservas Alimentares Para

advertisemen tO diretor-geral do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), Luís Fazenda, recebeu uma delegação do Programa Mundial de Alimentos (PMA) para uma reunião de trabalho focada no fortalecimento da cooperação estratégica na área de reservas alimentares, visando garantir a segurança alimentar do País em períodos de emergência. Segundo comunicado, durante a reunião, Fazenda destacou o papel da instituição que dirige como ator central na regulação da cadeia produtiva de grãos e no estabelecimento de reservas estratégicas de alimentos, enfatizando ainda a necessidade de promover compras locais para aumentar a produção nacional. Por sua vez, o PMA reconheceu a importância da parceria com o ICM, ressaltando que, há mais de uma década, busca apoiar a criação de reservas estratégicas no País, em um contexto de alta vulnerabilidade a choques climáticos e restrições ao financiamento internacional, agravadas por fatores como a guerra na Ucrânia. A organização destacou, igualmente, a importância de soluções estruturais que garantam respostas rápidas e eficazes às necessidades da população. “No encontro, enfatizou-se a necessidade de maior coordenação institucional para facilitar os processos de importação e desembaraço aduaneiro de alimentos destinados à assistência humanitária”, sustentou. Segundo a nota, as partes debateram a identificação de áreas específicas para colaboração, incluindo o uso conjunto de infra-estrutura de armazenamento, o compartilhamento de conhecimento técnico em logística e qualidade alimentar e a otimização das cadeias de suprimentos. Recentemente, o Programa Mundial de Alimentos anunciou que precisa de 32 milhões de dólares para fornecer apoio alimentar e nutricional as vítimas das enchentes em Moçambique. A diretora nacional e representante do PAM em Moçambique, Claire Conan, disse que a organização tem equipes técnicas prontas para “intensificar rapidamente” a assistência alimentar e nutricional às famílias, mas as operações continuam condicionadas à falta de financiamento. “Temos as equipes, a logística e a competência para intensificar rapidamente a assistência alimentar e nutricional às famílias afetadas pelas enchentes em Moçambique. No entanto, a falta de financiamento está restringindo nossa capacidade de apoiar o número crescente de pessoas que precisam de apoio”, declarou Conan, citada em um comunicado. A responsável disse ainda que as enchentes que afetam o País são tanto uma emergência quanto uma ameaça à segurança alimentar a longo prazo, à medida que dobrou o número de pessoas afetadas pela crise e que precisam do apoio do PAM em todo o território nacional. “Grandes áreas de terras agrícolas ficaram submersas, o que afetará as safras futuras e provavelmente levará à escassez de alimentos e ao aumento dos preços. Apelamos à comunidade internacional que apoie tanto a resposta imediata quanto as iniciativas de segurança alimentar de longo prazo no País”, ressaltou a diretora.advertisement

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