Benfica com lucro de 29 milhões no primeiro semestre de

Benfica com lucro de 29 milhões no primeiro semestre de

“Essa variação é influenciada pela aplicação do método de equivalência patrimonial (MEP), com destaque para a apropriação do resultado semestral da SAD no percentual detido pelo clube, pelo menor impacto do reconhecimento de renda associado à transferência do futebol feminino para a SAD, e pelos gastos incorridos com o processo eleitoral”, diz nota publicada no site oficial das ‘águias’ na Internet. No período entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2025, e excluindo aqueles três fatores, o Benfica teve um resultado operacional de 6,7 ME, contra os 6,3 ME do semestre inaugural da temporada passada. Esse aumento de 6% é explicado pela alta das receitas operacionais, de 35,8 ME para 36,8 ME, refletindo os melhores registros do clube em um primeiro semestre em quotização (12,4 ME) e merchandising (11,5 ME), com variações de 12% e 5%, respectivamente, enquanto os ‘royalties’ de uso da marca Benfica totalizaram 8,8 ME (-9%), devido à diminuição das receitas da SAD, gestora de futebol sênior masculino e feminino ‘encarnado’. Os gastos operacionais foram de 30 ME, acima dos 29,4 ME de 2024/25, e a transferência definitiva do direito de exploração do futebol feminino para a SAD teve impacto de 0,4 ME nos seis meses em análise, longe dos 2,5 ME contabilizados no mesmo período anterior. O Benfica também estimou em 3,2 ME os encargos associados à realização das eleições dos órgãos sociais das ‘águias’ para o quadriênio 2025-2029, as mais participadas de todos os tempos em um clube esportivo em todo o mundo, nas quais o presidente Rui Costa foi reeleito em novembro do ano passado, ao derrotar o gestor João Noronha Lopes no segundo turno. O ativo cresceu de 90,3 ME para 122,6 ME, numa variação menos dilatada no passivo, de 81,3 ME para 85,3 ME, ao passo que os fundos patrimoniais chegaram aos 37,3 ME, bem acima dos 8,5 ME registrados em 2024/25. “Considerando o plano orçamentário para 2025/26, que estipulava um resultado operacional do clube (excluindo o MEP) de 5,5 ME, e isolando o impacto do processo eleitoral (que representa um desvio de cerca de 2,7 ME em relação aos 0,55 ME preconizados inicialmente), verifica-se que a execução orçamentária recorrente apresenta evolução positiva, superando ao final do primeiro semestre o valor previsto, mantendo como prioridade para o segundo semestre a contenção de gastos e o crescimento sustentado da renda”, observou o emblema lisboeta. Já nas contas consolidadas, o lucro líquido nos seis primeiros meses deste exercício atingiu 44,6 ME, dos quais 29,5 ME são atribuíveis ao Benfica e 15,1 ME atribuíveis aos interesses minoritários não controláveis. O resultado operacional consolidado totalizou 53,7 ME e contou com grande influência das transações de direitos de atletas, que contribuíram em 54,6 ME – excluindo esse impacto, o resultado seria negativo em 0,8 ME. O Benfica apresentou 649,7 ME de ativos, 569,4 ME de passivos e 80,2 ME de patrimônio líquido, rubricas valorizadas em 13,8%, 6,4% e 124,4% em relação a junho de 2025, respectivamente, ao lado da dívida líquida, em 1,2% (204 ME). Em 27 de fevereiro, o Benfica anunciou que a sociedade gestora do futebol profissional do terceiro colocado da I Liga de futebol lucrou 40,6 ME no primeiro semestre de 2025/26, acima dos 40,3 ME do mesmo período anterior. Leia Também: Três dezenas se manifestam em defesa do SNS no Amadora-Sintra

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