UE gastou mais 22 mil milhões em importações de combustíveis

“44 dias de conflito no Oriente Médio. Mais 22 bilhões de euros em nossa conta de combustíveis fósseis”, escreveu o comissário europeu para Energia e Meio Ambiente, Dan Jørgensen, em publicação na rede social Instagram. O comissário afirmou que este é o momento de proteger “quem precisa”, de “mudar o rumo das coisas” e garantir que a UE se torne “verdadeiramente independente em termos de energia”. “Na próxima semana, apresentaremos novas medidas para responder à crise energética”, anunciou o comissário. Em imagem que acompanha esta publicação, Dan Jørgensen defende que a “única maneira” de a UE deixar de ter crises energéticas é garantir uma “transição para fontes limpas produzidas localmente” e “eletrificar sua economia”. Em 31 de março, a Comissão Europeia já havia anunciado que, desde o início da guerra no Irã, a UE havia gasto 14 bilhões de euros a mais do que o normal com a importação de combustíveis fósseis. Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã e, em resposta, Teerã fechou o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito (GNL) mundial. Como consequência, o tráfego de petroleiros no estreito caiu drasticamente e aumentou a instabilidade relacionada à oferta, pressionando os preços. A escalada do conflito no Oriente Médio, região crucial para o fornecimento global de combustíveis fósseis, está causando uma alta acentuada nos preços. Hoje, após os Estados Unidos e o Irã não terem chegado a um acordo nas negociações que ocorreram neste fim de semana no Paquistão, o preço do barril de petróleo voltou a ultrapassar os 100 dólares, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou um bloqueio ao Estreito de Ormuz. Embora, ainda na semana passada, a Comissão Europeia tenha reiterado que o fornecimento de energia está garantido no momento, a volatilidade nos mercados globais de gás, petróleo e eletricidade continua a pressionar consumidores e indústrias. A UE enfrenta, portanto, uma crise energética marcada não pela escassez imediata de fornecimento, mas pelo aumento acentuado dos preços de energia. Leia Também: AO MINUTO: Trump avisa: “Se algum navio…”; “Cessar-fogo permanece”



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