Nem papel higiênico escapa da disparada de preços: Encarece

A aceleração dos preços já está sendo sentida, com a taxa de inflação confirmando isso, e nem mesmo o papel higiênico ou os guardanapos escapam da escalada. A The Navigator Company anunciou que esses itens ficarão mais caros já em maio. A empresa anunciou um aumento de 5% a 7% a partir de maio nos preços de papel higiênico, guardanapos, rolos de cozinha e toalhas de mão, entre outros papéis tissue que produz. Empresa justifica aumento com “pressão inflacionária” O aumento, aplicável a embarques a partir de 1º de maio de 2026 em todos os mercados onde atua, é resultado da “pressão inflacionária decorrente do aumento expressivo e generalizado de custos registrado nos últimos meses”, explica em comunicado. “A decisão, que já está sendo comunicada aos clientes, vem na esteira da alta dos principais custos variáveis e fixos, nomeadamente energéticos, logísticos e de matérias-primas, bem como salariais, de operação e manutenção”, diz a Navigator, acrescentando que “a atual situação geopolítica mundial tem vindo a acentuar esta tendência”. A empresa ressalta que essa medida é “imprescindível para garantir a sustentabilidade a longo prazo não só de seu modelo de negócios e equilíbrio financeiro, como também da cadeia global de suprimentos, junto a seus clientes e fornecedores”. Preços aceleram na carona dos combustíveis: Inflação sobe para 2,7% A taxa de inflação subiu para 2,7% em março de 2026, alta que é praticamente explicada pelo aumento dos preços dos combustíveis, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). “A variação anual do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi de 2,7% em março de 2026, taxa superior em 0,6 ponto percentual (pp) à observada no mês anterior. A aceleração do IPC é quase inteiramente explicada pelo aumento do preço dos combustíveis”, pode ler-se no relatório do INE. O indicador de inflação subjacente – índice total excluindo alimentos in natura e energéticos – registrou variação de 2,0% (1,9% em fevereiro). Já a variação do índice relativo a produtos energéticos aumentou para 5,7% (-2,2% no mês anterior) e o índice referente a produtos alimentícios in natura registrou variação de 6,4% (6,7% no mês anterior). O IBGE adianta ainda que a variação mensal do IPC foi de 2,0% (0,1% no mês precedente e 1,4% em março de 2025). A variação média dos últimos doze meses foi de 2,3% (valor idêntico no mês anterior). Por sua vez, o Índice Harmonizado de Preços ao Consumidor (IHPC) português apresentou variação anual de 2,7% (2,1% no mês anterior), “taxa superior em 0,2 pp ao valor estimado pelo Eurostat para a área do Euro (em fevereiro, essa diferença havia sido idêntica)”. “Excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, o IHPC em Portugal atingiu uma variação homóloga de 2,0% em março (valor idêntico em fevereiro), taxa inferior à da área do Euro (estimada em 2,2%). O IHPC registou uma variação mensal de 2,3% (0,1% no mês anterior e 1,7% em março de 2025) e uma variação média dos últimos doze meses de 2,2% (2,1% no mês precedente)”, pode ler-se no relatório do INE. Leia Também: Inflação na Espanha sobe para 3,4% em março por causa dos combustíveis



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