FMI melhora projeção de crescimento económico do Brasil em

Na projeção anterior, em outubro, o FMI apontava crescimento de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) da maior economia da América Latina. No relatório de Perspectivas Econômicas Mundiais, divulgado hoje, o FMI alerta para um cenário mais complexo em 2027, ano para o qual reduz sua previsão para 2%, devido ao aumento dos custos de produção e ao endurecimento das condições financeiras globais. Ainda assim, a previsão de 2% para 2027 está acima da prevista para este ano (1,9%). Segundo economistas do Fundo, o país se beneficiará, em 2026, de sua condição de exportador de petróleo, o que lhe permitirá aproveitar a alta dos preços internacionais. O FMI estima que o impacto do conflito no golfo Pérsico terá um efeito positivo líquido de 0,2 ponto percentual no PIB brasileiro neste ano. Contudo, em 2027, o enfraquecimento da demanda global, o aumento dos custos de insumos, especialmente os fertilizantes, e condições financeiras mais restritivas que limitarão o investimento devem frear o dinamismo da atividade econômica, segundo o FMI. Apesar da revisão para baixo para o próximo ano, o órgão aponta que o Brasil tem instrumentos sólidos para resistir a esses choques externos, já que possui “reservas internacionais adequadas, baixa dependência da dívida em moeda estrangeira e amplas almofadas de liquidez por parte do governo”. O relatório também destaca que a flexibilidade da taxa de câmbio será uma ferramenta fundamental para absorver os impactos da volatilidade internacional. Com esses números, o Brasil deve crescer em 2026 acima da média das economias avançadas da zona do euro (1,1%), embora permaneça abaixo da média prevista para as economias emergentes e em desenvolvimento, que o FMI fixa em 3,9%. A previsão do FMI é um pouco mais otimista do que a do Banco Central brasileiro, que projeta crescimento de 1,6% para este ano, e a do governo, que aponta 1,8%. Leia Também: FMI vê Angola crescendo 2,3% e reduz previsão para África subsaariana



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