Crédito à Economia Cresceu em Fevereiro Após Três Meses de
O ‘stock’ do crédito à economia inverteu três meses consecutivos de quedas e registou uma ligeira subida em Fevereiro, ao fixar-se em cerca de 4,2 mil milhões de dólares, segundo dados do Banco de Moçambique (BdM), informou a Lusa. Segundo o mais recente relatório estatístico do banco central, o volume de crédito observado em fevereiro contrasta com os 4,1 bilhões de dólares registrados no mesmo mês de 2025, mostrando uma recuperação do financiamento à economia. O valor alcançado se aproxima igualmente do pico de US$ 4,2 bilhões, atingido em maio do ano passado, sugerindo uma estabilização após a trajetória de queda observada nos meses anteriores. Os dados indicam ainda que o crédito para pessoas físicas, que também cresceu nesse período, continuou liderando entre os segmentos financiados, com um total de R$ 1,5 bilhão. Seguiu-se o setor de transportes e comunicações, cujo crédito concedido pela banca recuou no segundo mês do ano para cerca de 378 milhões de dólares. A indústria de transformação totalizou aproximadamente 338 milhões de dólares, enquanto o comércio representou 342 milhões de dólares em fevereiro. Enquanto isso, a taxa de juros de referência para crédito no sistema bancário, conhecida como ‘prime rate’, caiu em abril em 10 pontos-base, para 15,5%, marcando o terceiro corte desde o início do ano, segundo anunciou a Associação Moçambicana de Bancos. Desde janeiro de 2024, essa taxa tem experimentado uma tendência de queda, após seis meses consecutivos em níveis máximos de 24,1%. Já em 2026, a AMB reduziu a ‘prime rate’ em janeiro para 15,7%, manteve-a inalterada em fevereiro e voltou a fazer cortes de 10 pontos-base em março e abril. As variações da ‘prime rate’ estão associadas à taxa de juros de política monetária (MIMO), definida pelo banco central e usada como referência para o custo do crédito, no âmbito das medidas de controle da inflação. Por sua vez, o Banco de Moçambique decidiu manter, em março, a taxa MIMO em 9,25%, interrompendo um ciclo de 12 reduções consecutivas iniciado em janeiro de 2024, justificando a decisão com o “agravamento substancial” dos riscos e a revisão para cima das perspectivas de inflação.



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