Portugal e Marrocos assinam protocolos de cooperação na área

Portugal e Marrocos assinam protocolos de cooperação na área

O evento, em sua 18ª edição, começou na segunda-feira e termina no domingo, tendo Portugal como país convidado de honra, registra nota de imprensa divulgada hoje pelo Ministério da Agricultura e do Mar. No primeiro dia, houve um evento de cooperação dedicado a Portugal, no qual foram assinados protocolos entre o ministro da Agricultura e do Mar, José Manuel Fernandes, e seu homólogo marroquino, Ahmed El Bouari. A nota destaca o protocolo de cooperação entre os ministros de Portugal e Marrocos que “reforça a importância da modernização das cadeias agrícolas e agroalimentares, a investigação aplicada, a inovação e a digitalização agrícola, assim como a irrigação, a gestão integrada e sustentável da água e a adaptação da agricultura às alterações climáticas”. Também a saúde animal, a proteção fitossanitária, a segurança alimentar e o desenvolvimento da agricultura sustentável, orgânica e de baixo impacto ambiental é abrangida por este protocolo, de acordo com a nota. Também as instituições portuguesas e marroquinas no evento, em parceria com empresas dos dois países anunciaram novos mecanismos de parceria, nomeadamente o memorando de entendimento assinado entre o Instituto Nacional de Investigação Agrícola de Marrocos (INRA) e o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV). Este acordo se concentra em “pesquisa e inovação, agricultura sustentável e gestão do meio ambiente e dos recursos naturais”, incluindo água, solo, biomassa e biodiversidade. O memorando inclui ainda a valorização da produção animal e vegetal e o planejamento do uso da terra “em franco combate à desertificação”, além de pesquisas científicas com biotecnologia e ferramentas digitais no setor agroalimentar. Aos dois institutos se juntaram as empresas Lusosem e Deepface, que vão colaborar para a pesquisa e inovação para agricultura mais sustentável. A Eucaforest e a Altri florestal “expressaram quatro eixos” para o futuro que envolvem a troca de experiências sobre técnicas operacionais de reflorestamento com tecnologia de clonagem e patrimônio genético, produção de mudas em viveiros e planejamento estratégico e diversificação da valorização dos produtos florestais. A nota também registra a assinatura de um memorando de entendimento entre o Instituto de Agricultura e Veterinária Hassan II e a Universidade de Évora para a implementação de programas educacionais e de pesquisa. A edição deste ano do SIAM, sob o tema sustentabilidade da produção animal e soberania alimentar tem Portugal como país convidado, seguindo-se à França em 2025 e a Espanha em 2024. A participação portuguesa estrutura-se num pavilhão de 400 metros quadrados e é coordenado pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP) e por uma missão empresarial composta por várias empresa e instituições. Na nota, José Manuel Fernandes destacou a importância da participação lusa, apontando que é “uma oportunidade estratégica para reforçar a visibilidade internacional do setor agroalimentar português, promover a pesquisa e a inovação e fomentar novas parcerias e oportunidades de investimento”. O SIAM conta com cerca de 1.500 expositores de mais de 500 associações e cooperativas agrícolas, 200 pecuaristas e delegações de cerca de 70 países, com mais de um milhão de visitantes esperados ao longo do evento. Leia Também: Guerra afeta abastecimento global e atinge agricultura a longo prazo

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