Carro precisa de combustível? Recorde o que acontece aos

Se precisa de abastecer o depósito do seu carro, saiba que a próxima semana deverá trazer um comportamento misto dos preços dos combustíveis: o gasóleo deverá ficar mais barato e a gasolina deverá encarecer.
Fonte do setor confirmou ao Notícias ao Minuto que as estimativas apontavam para uma descida de quatro cêntimos no caso do gasóleo e para uma subida de 2,5 cêntimos no caso da gasolina.
Porém, o Governo anunciou, na sexta-feira, um corte no desconto do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) do gasóleo, o que deverá atenuar a descida prevista para cerca de três cêntimos.
Já o desconto no ISP da gasolina deverá manter-se, segundo uma portaria publicada em Diário da República e que entra em vigor na segunda-feira.
O preço médio do gasóleo simples está, atualmente, nos 1,967 euros por litro, ao passo que a gasolina simples 95 está a custar, em média, 1,896 euros por litro.
A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em junho terminou hoje no mercado de futuros de Londres em alta de 0,24%, para os 105,33 dólares, acabando a semana a valorizar 10 dólares face a segunda-feira.
O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, acabou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 26 cêntimos acima dos 105,07 dólares com que fechou as transações na quinta-feira.
Em contexto de pessimismo, dadas as perspetivas da guerra lançada por Israel e pelos EUA contra o Irão, e com as bolsas europeias a fecharem hoje todas em baixa, a notícia de que há probabilidade de as negociações entre iranianos e norte-americanos poderem recomeçar no sábado trouxe um relativo alívio de esperança.
Com efeito, no sábado são esperados em Islamabade os representantes de Donald Trump, a saber, o genro Jared Kushner e o amigo Steve Witkoff, e o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abas Araqchí.
Contudo, o certo é que o Estreito de Ormuz continua fechado, com a Organização Marítima Internacional a recordar hoje que não é uma via segura e a desaconselhar a sua frequência. Em tempos normais, passavam por aqui 20% do petróleo e gás, 13% dos fertilizantes e nove por cento dos automóveis do comércio internacional.
Bruxelas vai criar Observatório de Combustíveis
A Comissão Europeia anunciou esta semana a criação de um Observatório de Combustíveis para acompanhar as reservas na União Europeia (UE) e identificar e atuar rapidamente perante uma eventual escassez, dados os impactos do conflito no Médio Oriente.
Um novo Observatório de Combustíveis será criado para acompanhar a produção, importações, exportações e níveis de reservas de combustíveis de transporte na UE. Isto permitirá identificar rapidamente potenciais carências e, em caso de libertação de reservas de emergência, orientar medidas específicas para manter uma distribuição equilibrada de combustíveis”, anuncia o executivo comunitário, em comunicado divulgado em Bruxelas.
A medida consta de um pacote de medidas hoje divulgado pelo executivo comunitário para fazer face à crise energética causada pela guerra na região do Médio Oriente, no âmbito do qual Bruxelas adianta que, “para mitigar o impacto dos preços elevados e possíveis carências no setor da aviação da UE, a Comissão também clarificará as flexibilidades existentes no quadro da aviação europeia”.
Lembrando que esta é a segunda crise energética que a UE enfrenta em menos de cinco anos, dada a sua dependência dos combustíveis fósseis importados, o executivo comunitário defende também “plena coordenação”, o que passa por assegurar o enchimento de reservas subterrâneas de gás, o uso de flexibilidades nas regras de armazenamento ou qualquer libertação excecional de reservas de petróleo.
“Os grupos de coordenação de petróleo e gás reúnem-se frequentemente para assegurar uma visão completa da situação entre os Estados-membros. As medidas nacionais de emergência e as medidas destinadas a garantir a disponibilidade de combustível de aviação e gasóleo, incluindo a capacidade de produção das refinarias, devem ser estreitamente coordenadas”, avisa a instituição.
Em causa está um conjunto de medidas que Bruxelas divulgou para fazer face aos elevados preços da energia, incluindo apoio direcionado a consumidores e empresas, possíveis reduções fiscais e ajustes de tarifas e utilização de instrumentos de mercado e reservas estratégicas.
Desde a escalada do conflito no Médio Oriente, a UE gastou mais 24 mil milhões de euros em importações de energia devido ao aumento dos preços.
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