Portugal volta a ter greve geral já em junho: CGTP entrega

A CGTP entrega, nesta segunda-feira, o pré-aviso para a greve geral de 3 de junho, às 13h no Ministério do Trabalho, em Lisboa. A paralisação, vale lembrar, foi anunciada no Dia do Trabalho. “Uma delegação da CGTP-IN, encabeçada pelo secretário-geral Tiago Oliveira, entrega segunda-feira, 11 de maio, às 13h, no Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, na Praça de Londres, nº 2, em Lisboa, o pré-aviso de greve geral, convocada para o dia 3 de junho”, revelou a central sindical, na sexta-feira, em nota enviada às redações. Recorde-se que a paralisação foi anunciada no início deste mês: “A CGTP vai convocar hoje, no 1.º de Maio, todos os trabalhadores para aderirem a uma grande greve geral no próximo dia 03 de junho”, declarou Tiago Oliveira em entrevista à RTP Notícias. “Vamos realizar uma grande greve geral. Vamos continuar trilhando esse caminho de denúncia, mas também de luta por uma vida melhor. Vamos continuar trilhando esse caminho de exigir a retirada do pacote trabalhista e que comecemos a discutir, isso sim, questões que permitam aos trabalhadores sair das circunstâncias que hoje se encontram”, declarou ainda o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores portugueses. O líder da CGTP estava se referindo ao pacote trabalhista que o governo pretende apresentar ao Parlamento para introduzir mudanças na Lei do Trabalho. Após várias reuniões e várias tentativas de aproximações, o pacote trabalhista proposto pelo governo não reuniu consenso entre os diversos parceiros sociais e recebeu um “não” final na quinta-feira. E agora? Beatriz Vasconcelos com Lusa | 08:41 – 08/05/2026 “É sempre importante o dia 01 de maio. É um momento de festa e comemoração, mas é um momento de luta”, afirmou Oliveira. Segundo o secretário-geral da CGTP, o sindicato tem denunciado as grandes dificuldades que os trabalhadores estão enfrentando atualmente. Oliveira citou várias reportagens, incluindo uma peça sobre Portugal ter atingido um valor recorde do número de pessoas que tem dois ou mais empregos para conseguirem fazerem face ao aumento do custo de vida. “O que estamos vivendo não corresponde ao que o Governo coloca na retórica pública”, disse o secretário-geral da CGTP, ressaltando que as propostas governamentais só aumentarão, por exemplo, a precarização no trabalho. “Em relação ao pacote trabalhista, nove meses se passaram desde o início do que foi apresentado ao país e aos trabalhadores e que levou à greve geral de 11 de dezembro. Nada mudou, está tudo lá”, nomeadamente a precarização no trabalho, a facilitação na demissão, a ‘terceirização’, o banco de horas, dificultar a atuação dos sindicatos e o ataque ao direito de greve. “Tudo tem sido uma encenação, uma novela”, afirmou Oliveira, lembrando que os trabalhadores já rejeitaram o pacote trabalhista. Governo e parceiros sociais se reúnem na quinta-feira para encerrar o processo de negociação sobre as mudanças na lei trabalhista, com uma greve geral no horizonte e perspectivas de um possível acordo em Concertação Social difíceis. Lusa | 10:19 – 06/05/2026 Leia Também: CIP acusa UGT de não estar “interessada em acordo nenhum”



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