Quebra “histórica”. Comércio de fertilizantes foi o mais

Segundo informações apresentadas hoje em conferência pelo especialista da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) responsável pela implementação da ferramenta, Graham Pilgrim, o mês de abril registrou o menor volume de comércio de fertilizantes desde janeiro de 2019, início da série estatística utilizada. Graham Pilgrim ressaltou que cerca de 30% dos fertilizantes consumidos em todo o mundo passam pelo Estreito de Ormuz, onde estão localizadas instalações portuárias especializadas em países como Qatar, Bahrein, Arábia Saudita e Irã, com um total de 18 cais identificados. Os principais destinos dessas matérias-primas são Brasil, Estados Unidos, China e Índia. O bloqueio da passagem estratégica, no contexto da guerra desencadeada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, tem também afetado o transporte de petróleo e de gás natural liquefeito (GNL), que representa cerca de um quinto do fluxo global que atravessa o estreito. São 828 navios com cargas que ainda não chegaram ao destino Segundo dados da OCDE, existem atualmente 828 navios com cargas de portos do Golfo Pérsico que ainda não chegaram ao destino, o equivalente a 1,8% da capacidade mundial de transporte marítimo. Por tipo de embarcação, os mais afetados em termos relativos são os metaneiros (3,7%), seguidos pelos petroleiros (2,6%) e pelos navios de produtos químicos (2,9%). O monitoramento indicou que os navios com escala no Golfo Pérsico representam 1,3% do tráfego mundial em número de embarcações, mas 3,1% em volume de mercadorias transportadas. No entanto, a dependência direta dos países da OCDE em relação a essa rota é relativamente pequena, em média 1,5%, embora no caso do Japão chegue a 4,5%. Já economias mais próximas da região têm níveis significativamente mais altos, como Madagascar e Paquistão (29%), Quênia (24%), Omã (22%) e Djibuti (20%). A nova ferramenta da OCDE é baseada no Sistema de Identificação Automática (AIS), desenvolvido pela Organização Marítima Internacional, combinando dados de localização de navios com informações sobre cargas e estatísticas comerciais, incluindo imagens de satélite. O sistema integra dados de 23 grupos de matérias-primas e cobre 29.664 cais em 4.106 portos em todo o mundo, permitindo estimar fluxos comerciais e até projetar cenários de recuperação após o fim de bloqueios logísticos. Segundo a OCDE, alguns dos navios atualmente retidos podem levar cerca de seis semanas para chegar ao destino quando o Estreito de Ormuz voltar a ser operacional. Leia Também: União Europeia volta a aplicar acordo de cooperação com Síria



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