Lucro da Jerónimo Martins cai 6,8% para € 119 milhões no 1º

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a dona da rede de supermercados Pingo Doce, Biedronka e Ara justifica o resultado com “os efeitos, no trimestre, dos juros e das diferenças cambiais apurados com a capitalização das rendas, de acordo com a IFRS16” (norma internacional de contabilidade). O lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (EBITDA) subiu 8,4%, para 572 milhões de euros (+9% a taxas de câmbio constantes), com a respectiva margem fixada em 6,4%, 13 pontos base acima dos três primeiros meses do ano passado. As vendas da Jerónimo Martins cresceram 6,3% no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado, para 8,8 bilhões de euros (+6,7% a taxas de câmbio constantes), à luz da antecipação da temporada de Páscoa que este ano foi no início de abril, “beneficiando, portanto e em certa medida, as vendas de março”, lê-se na nota enviada ao mercado. “No início de 2026, o rápido agravamento do contexto geopolítico aumentou ainda mais os níveis de incerteza, com impacto no comportamento dos consumidores”, diz o presidente e diretor-geral, Pedro Soares dos Santos, citado no comunicado. Pedro Soares dos Santos acrescentou que a escalada do conflito no Oriente Médio se refletiu “na volatilidade do preço do petróleo, com efeitos imediatos e substanciais no preço dos combustíveis e, talvez ainda mais preocupante, na acentuada alta do preço dos fertilizantes, introduzindo pressão adicional nos custos do próximo ciclo de produção de alimentos que agora se inicia”. O grupo ressaltou ainda que “acresce o desafio de, Polônia”, sua principal bandeira “ter começado o ano operando com deflação no cabaz e em um contexto de intensa concorrência”. No final de março, o balanço do grupo apresentava uma posição líquida de caixa (excluindo IFRS16) de 385 milhões de euros. A assembleia geral de acionistas do dia 23 de abril aprovou a proposta do Conselho de Administração e distribuir um dividendo de 0,65 euros por ação (valor bruto), no valor total de 408,5 milhões de euros, que será pago no dia 12 de maio, diz o comunicado. “Os acionistas também aprovaram a destinação de 40 milhões de euros dos resultados de 2025 para a Fundação Jerónimo Martins, que impactará a demonstração de resultados no 2T 26”, acrescenta. Quando se trata das bandeiras do grupo, as vendas da rede de varejo alimentar Biedronka cresceram 3,6% para 6,2 bilhões de euros (4,5% em moeda local), enquanto o EBITDA atingiu 482 milhões de euros, 4,6% acima dos três primeiros meses do ano passado ((+5,5% em moeda local). As vendas da Hebe, rede de saúde e beleza polonesa, cresceram 1,6% para 148 milhões de euros (+2,5% em moeda local) e o EBITDA foi de 10 milhões de euros. Em Portugal, a rede de supermercados Pingo Doce viu as vendas crescerem 7,5% para 1,3 bilhão de euros, enquanto as vendas do Recheio subiram 3,3% para 312 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026. Na Colômbia, a Ara, em moeda local, registrou um aumento nas vendas em 21,2%, enquanto o EBITDA situou-se em 44 milhões de euros. O programa de investimento “atingiu um valor executado no trimestre de 208 milhões de euros”, indicou ainda o grupo, que sinaliza que mantém “na íntegra as perspetivas divulgadas” em 18 de março de 2026. “As nossas equipas mantêm-se vigilantes e preparadas para responder com prontidão aos desafios emergentes”, conclui Soares dos Santos no comunicado ao mercado. 25,6% para R$ 305,8 milhões



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