Governo quer reduzir para metade dependência energética em 8

Governo quer reduzir para metade dependência energética em 8

Falando na apresentação de um estudo da Associação Portuguesa de Energias Renováveis ​​(APREN), em Lisboa, Maria da Graça Carvalho prometeu apresentar muito em breve ao parlamento uma estratégia que definiu como sendo ambiciosa para reduzir em 50% a dependência energética nacional. A ministra do Ambiente considerou que, quando se trata de produção de energia renovável, Portugal “não está atrasado, estando em muitos aspectos na linha de frente” da transição energética. “Somos um exemplo e não podemos perder a oportunidade”, disse ainda Maria da Graça Carvalho, ressaltando a existência de recursos naturais em território nacional para continuar a transição energética. A governante afirmou ainda que a redução da dependência energética dos combustíveis fósseis passa pela criação de áreas de aceleração de energias renováveis, com licenciamentos mais céleres e flexíveis, incentivos ao autoconsumo, mecanismos para apoiar a ligação de gases renováveis ​​(como biometano e hidrogénio) à rede, reforço da capacidade de armazenamento e aposta na capacidade produtiva de gás e combustíveis renováveis. A recente apresentação do mapa das zonas de aceleração de energia renovável, coordenado por Maria do Rosário Partidário, contribuirá, segundo a ministra do Meio Ambiente, para “uma melhor harmonia entre os produtores e as populações dos locais onde os projetos serão inseridos”. Acrescentou que esse mapa identifica as áreas onde se torna mais interessantes desenvolver projetos de renováveis ​​com menor risco para a biodiversidade. O “Estudo de impacto das energias renováveis ​​em Portugal”, desenvolvido pela EY-Parthenon para a APREN, e apresentado hoje em Lisboa, mostra que as energias renováveis ​​geraram economias acumuladas de quase 42 bilhões de euros no mercado elétrico entre 2018 e 2025. Em 2024, esse impacto se traduziu em uma redução da conta anual de eletricidade de até 636 euros para as famílias e superior a 63 mil euros para as empresas. Além do impacto na conta dos consumidores, a APREN estima que as energias renováveis ​​contribuíram com 5,34 bilhões de euros para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, o equivalente a mais de 1% da economia nacional. A associação prevê ainda que a contribuição das renováveis ​​para o PIB pode crescer mais de 370% até 2040, chegando a R$ 32,2 bilhões por ano, caso sejam superados entraves ao desenvolvimento do setor. Ele acrescenta que a produção renovável reduziu a necessidade de importação de combustíveis fósseis, gerando uma economia média anual de cerca de 2,4 bilhões de euros nos últimos anos. Leia Também: Renováveis ​​economizam quase R$ 42 mil no mercado elétrico desde 2018

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