BdP destruiu mais de 249 mil notas por dia em 2025. Processo

Uma das missões do Banco de Portugal (BdP) passa por destruir notas que já não estão em condições de voltar à circulação, e, só em 2025, o supervisor da banca submeteu a esse processo mais de 91 milhões de notas, o que dá, em média, cerca de 249 mil notas por dia. Porém, esse é um procedimento que fica caro, devido aos equipamentos que são necessários. “O Banco de Portugal possui, no âmbito da sua missão de tratamento de numerário, equipamentos de processamento automático de notas com a capacidade de destruir online as notas consideradas incapazes de retornar à circulação”, começou por explicar fonte da instituição liderada por Álvaro Santos Pereira ao Notícias ao Minuto. Aliás, recentemente o BdP fez um contrato para atualizar a “máquina de destruição OBS 500” e pagou 400 mil euros à Kusters – Engineering BV, segundo o documento disponível no portal Base. Questionada pelo Notícias ao Minuto, fonte oficial do BdP explicou que o equipamento objeto do contrato de upgrade – o OBS 500 -, foi “adquirido pelo Banco de Portugal em 2001” e “será sujeito a uma grande atualização em virtude da descontinuidade de parte dos seus componentes”. “Dessa forma, este equipamento irá manter-se em funcionamento por muitos mais anos, sem necessidade de aquisição de um novo equipamento para o substituir. O OBS 500 possui a capacidade de processar cerca de 500 Kg de resíduos por hora”, detalhou a mesma fonte. Mais de 91 milhões de notas destruídas em 2025 Contas feitas, em 2025, os diversos equipamentos do BdP foram responsáveis ”pela destruição/compactação de um total de mais de 91 milhões de notas que não estavam em condições de retornar à circulação”. Saiba o que fazer e quais são as condições para que a nota seja recuperada. Notícias ao Minuto com Lusa | 07:24 – 08/05/2024 Além dos equipamentos de processamento automático de notas, que têm a capacidade de destruir online as notas consideradas incapazes de retornar à circulação, o BdP explica que, “a jusante destes, estão ligados equipamentos de grande porte que permitem acumular os resíduos das notas destruídas e posteriormente compactá-los na forma de briquetes”. A mesma fonte do BdP detalhou que o supervisor da banca “possui dois equipamentos com essa função em suas instalações do Complexo do Carregado e um nas instalações da Filial, no Porto”. “Possui ainda um outro equipamento, no Complexo do Carregado, que é usado em modo offline (não está ligado aos equipamentos de processamento automático de notas)”, acrescentou . Emissão líquida de notas caiu no ano passado Por outro lado, a emissão líquida de notas voltou a diminuir no ano passado em Portugal, enquanto a de moeda metálica permaneceu em crescimento, segundo o BdP. Concretiza o regulador da banca, dando conta do relatório da emissão monetária relativo a 2025, que a “emissão líquida de notas continuou a diminuir em Portugal”, tendo saído do banco central 6.022 milhões de euros em notas e entrado 8.879 milhões. “Apesar de as receitas do turismo em Portugal terem atingido um valor recorde, o número de notas entradas no banco central diminuiu em relação ao ano anterior, o que pode estar relacionado ao uso do dinheiro como reserva de valor”, destacou. Já a emissão líquida de moeda metálica permaneceu “em crescimento”, tendo saído do Banco de Portugal 67 milhões de euros em moedas e entrado 35 milhões. Leia Também: BdP quer regras mais rígidas no acesso ao crédito imobiliário: Como?



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