Versão final das alterações laborais “não é nada do que se

Armindo Monteiro começou por defender a importância da concertação social como instrumento para negociar políticas laborais, promover a estabilidade social, influenciar decisões governativas e adaptar a economia a desafios como pandemias ou mudanças tecnológicas, criticando, contudo, o clima em que decorreram as negociações recentes.
Segundo o responsável, houve “obrigação de disponibilidade para o diálogo”, sublinhando que a CIP participou ao longo de nove meses no processo negocial, que considerou um “mau exemplo de produtividade”.
“Está em causa o ganha-pão das pessoas”, referiu, criticando o que classificou como tentativas de gerar “pânico” em torno das propostas em discussão.
De acordo com a CIP, a versão final das alterações laborais “não é nada do que se diz”, rejeitando que estejam em causa medidas como despedimento arbitrário, diminuição de direitos parentais, limitação do direito à greve ou quebra da dignidade dos trabalhadores.
Governo e parceiros sociais reúnem-se na quinta-feira para encerrar o processo negocial sobre as alterações à lei laboral, com uma greve geral no horizonte e perspetivas de um eventual acordo em Concertação Social difíceis.
Lusa | 10:19 – 06/05/2026
O presidente da CIP considerou que existe um objetivo de “confundir e lançar o caos” no debate público, reiterando que não pretende quaisquer alterações que prejudiquem direitos fundamentais dos trabalhadores.
Ainda assim, a CIP defendeu que uma reforma laboral é “indispensável”, salientando que a proposta inicial sofreu alterações em mais de 100 artigos ao longo do processo negocial.
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