Dívida pública acelerou para 283,2 mil milhões de euros em

O Banco de Portugal (BdP) divulgou nesta segunda-feira que, em março de 2026, a dívida pública, na visão de Maastricht, aumentou 0,5 bilhão de euros, para 283,2 bilhões de euros. “Essa variação refletiu, sobretudo, o incremento das responsabilidades em depósitos (+0,4 mil milhões de euros), em particular, o acréscimo dos certificados de aforro (+0,3 mil milhões de euros) e dos depósitos de entidades públicas no Tesouro (+0,3 mil milhões de euros). Os certificados do Tesouro, pelo contrário, reduziram-se (-0,2 mil milhões de euros)”, explica o supervisor da banca, em comunicado. Cabe destacar que os “títulos de dívida aumentaram 0,1 bilhão de euros, com evoluções distintas por maturidade”. Já os “títulos de longo prazo cresceram R$ 1,0 bilhão, enquanto os de curto prazo diminuíram R$ 0,9 bilhão”. Os ativos em depósitos das administrações públicas somaram R$ 20,0 bilhões, R$ 1,7 bilhão a menos que em fevereiro. Deduzida desses depósitos, a dívida pública aumentou R$ 2,2 bilhões, para R$ 263,2 bilhões. Qual o peso da dívida pública no PIB? No primeiro trimestre do ano, a dívida pública totalizava 91,0% do produto interno bruto (PIB), o que representa um aumento de 1,3 ponto percentual em relação ao fim do ano anterior. O que é dívida pública? Cabe destacar que a “dívida pública corresponde às responsabilidades financeiras do setor das administrações públicas e é um dos indicadores macroeconômicos mais relevantes utilizados para avaliar a saúde financeira das administrações públicas de um país e, frequentemente, do próprio país como um todo”. “Existem várias formas de medir a dívida pública. Em Portugal, e nos outros países da União Europeia (UE), utiliza-se uma definição harmonizada que é, comummente, designada por “dívida de Maastricht””, pode ler-se no site do BdP. De acordo com essa ótica, “a dívida pública engloba as responsabilidades em dinheiro e depósitos constituídos junto às administrações públicas (como cadernetas de poupança ou do Tesouro), os títulos de dívida emitidos pelas administrações públicas (destacando-se, entre outros, as debêntures e títulos do Tesouro) e os empréstimos obtidos por essas entidades”. Porém, “não são incluídos no cálculo da dívida pública na ótica de Maastricht alguns instrumentos financeiros, tais como as ações e outras participações, os derivativos financeiros e os outros débitos (nos quais se incluem as dívidas comerciais)”. “Este conceito de dívida é calculado de forma consolidada, ou seja, exclui as dívidas de entidades das administrações públicas que sejam detidas por outras entidades deste setor e adota como regra de valorização o valor facial, ou seja, o valor que as administrações públicas (emitentes/devedores) deverão amortizar no termo do contrato. O valor da dívida pública é expresso em unidades monetárias mas, para fins de análise é, frequentemente, apresentado em percentagem do produto interno bruto (PIB)”, é ainda explicado. Mais: “Os Estados-membros da União Europeia (UE), no Tratado da União Europeia, concordaram em manter a dívida pública em um valor inferior a 60% do PIB e um déficit orçamentário inferior a 3% do PIB. No Pacto de Estabilidade, os Estados-membros se comprometeram a manter uma situação orçamentária positiva ou próxima do equilíbrio. Esses valores estão definidos no Protocolo anexo ao Tratado da União Europeia sobre o procedimento relativo aos déficits excessivos (PDE), no qual também se refere que os Estados-membros devem enviar à Comissão Europeia informações sobre o déficit e a dívida do respectivo país. (Notícia atualizada às 11h14) Leia Também: “Novos recursos”. Carla Tavares defende taxa sobre digital ou cripto



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