Prestação da casa vai ser revista? Veja exemplos e saiba

A prestação da casa vai subir em maio para créditos com taxa variável de seis meses, três meses e 12 meses, segundo informou a DECO Proteste, na semana passada. Afinal, quais são os aumentos na mesa para quem tem revisão prevista para este mês? Simulações (ou exemplos) As simulações para a Lusa da Deco Proteste/Contas e Direitos baseiam-se num cenário com um financiamento de 150.000 euros a 30 anos e um ‘spread’ (margem de lucro comercial) de 1%. Baseando-se nessas condições, os contratos que mais sobem são de 12 meses, que passam a pagar ao banco 694,42 euros, mais 50,39 euros em relação à última revisão, de maio de 2025. Os contratos com Euribor a seis meses sobem 28,62 euros, em relação a novembro, para 669,72 euros. Em três meses, eles passam a pagar R$ 11,98 a mais, em relação a fevereiro, com a prestação chegando a R$ 646,65. Euribor têm aumentado As Euribor subiram em todos os prazos, de 2,143% para 2,747% em 12 meses, de 2,107% para 2,454% em seis meses e de 2,028% para 2,175% em três meses. A Selic subiu hoje a três, a seis e a 12 meses em relação a quarta-feira, e termina abril com a média mensal avançando significativamente nos três prazos. Lusa | 11:09 – 30/04/2026 Em 19 de março, a DECO PROteste já havia alertado para o impacto da alta das Euribor na prestação da casa, assinalando que ela terá efeitos “já no próximo mês”, apesar da manutenção das taxas diretoras pelo Banco Central Europeu (BCE). “Apesar de o Banco Central Europeu (BCE) ter optado por manter as taxas diretoras, adotando uma postura cautelosa diante da incerteza econômica decorrente da guerra no Oriente Médio, os mercados já estão reagindo ao aumento da inflação”, apontou, na época, a DECO PROteste. A organização de defesa do consumidor regista que as taxas Euribor utilizadas como indexante na maioria dos contratos de crédito à habitação com taxa variável em Portugal “já inverteram a tendência de descida das últimas semanas e iniciaram a subida que se tem intensificado nos últimos dias”. O BCE decidiu, na quinta-feira, manter as taxas de juros inalteradas em 2%, pela sétima vez consecutiva, considerando que continua “bem posicionado para navegar na atual incerteza” devido à guerra no Oriente Médio. Com essa decisão, as taxas de juros aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cessão de liquidez permanecerão inalteradas em, respectivamente, 2,00%, 2,15% e 2,40%. O Banco Central Europeu (BCE) decidiu, nesta quinta-feira, manter as três taxas básicas de juros inalteradas, em um momento em que avalia o impacto da guerra na inflação. Ele também deixa a garantia: “O Conselho do BCE permanece bem posicionado para navegar na atual incerteza”. Beatriz Vasconcelos | 13:15 – 30/04/2026 Leia Também: Prestação da casa sobe em contratos com Selic em 3, 6 e 12 meses



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