“Ormuz nunca devia ter fechado”. Seguro solidariza-se com

Em visita à feira agropecuária Ovibeja, o chefe de Estado saudou os agricultores, frisando compreender “bem as suas dificuldades”, que agora “também são acrescidas, fruto de uma guerra e de um estreito de Ormuz que nunca devia ter fechado”. “Precisamos que os fertilizantes cheguem às nossas terras e aos nossos agricultores a preços convenientes para que, depois, isso não tenha que se refletir nos produtos alimentícios. E, muitas vezes, as bolsas de muitos portugueses não conseguem acompanhar o aumento da carestia do preço desses alimentos”, afirmou. O estreito de Ormuz, por onde normalmente transita um quinto dos hidrocarbonetos do mundo, entre outros produtos, continua sujeito a um duplo bloqueio imposto pelo Irã e pelos Estados Unidos, devido à guerra no Oriente Médio. Em declaração sem direito a perguntas dos jornalistas, ao final da visita ao evento de Beja, Seguro afirmou que os “agricultores são empresários com duplo risco”, porque enfrentam “o risco de empreender” e o de “ficar dependente do que a natureza lhes dá”. “Às vezes nos dá coisas boas, outras vezes, infelizmente, nos dá muitas notícias ruins e, ao contrário de outras atividades econômicas, os seguros não funcionam como funcionam em outros setores da nossa economia”, ressaltou. O presidente da República reiterou que o setor, em que “se precisava cobrir mais o risco”, devido à incerteza da atividade, “é onde justamente não há condições de cobrir esse risco como os agricultores merecem”. O Governo aprovou hoje apoios de 60 milhões de euros para reabilitar infraestruturas agrícolas afetadas pelo mau tempo e de 20 milhões de euros para agricultores expostos ao aumento de preço da energia e fertilizantes, anunciou o primeiro-ministro. Lusa | 18:53 – 30/04/2026



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